Considerado pela Justiça em alguns países como uma prática criminosa, o ato de retirar o preservativo do órgão masculino no momento do envolvimento intimo ganha cada vez mais praticantes em uma proporção assustadora. Esta prática maliciosa, em grande parte dos casos, acaba sendo despercebida pela parceira.

Stealthing: a prática maldosa do século

Denominada como #Stealthing nos Estados unidos, o termo significa uma espécie de dissimulação masculina. Tal ação machista é considerada uma violência contra a mulher. Esta condição rendeu um estudo publicado pela primeira vez pela revista científica norte-americana Columbia Journal of Gender and Law.

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A autora do artigo, Alexandra Brodsky, define como base legítima do estudo a caracterização do stealthing como abuso sexual através da violência de gênero. A responsável pelo trabalho acadêmico sugere como medida preventiva a criação de uma legislação capaz de punir o agressor com pena severa e a vítima deverá ser indenizada pelo infortúnio físico e moral.

Algumas entrevistadas relataram que não foram capazes de notar o momento em que o parceiro agiu desonestamente retirando o preservativo. Enquanto outras disseram que sim, e ao contestar a atitude foram totalmente dominadas e humilhadas pelo parceiro até o final da relação sexual.

Como uma atitude desleal e temida pelas mulheres, ela tem se espalhado alguns lugares e continuam sem punição. Porém, em países da Europa, o malfeitor já pode ser punido pela Justiça, como na Suécia, onde é prática é considerada como estupro.

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Stealthing, uma agressão contra a mulher e que oferece riscos a saúde

O contato de ambos os membros íntimos sem o devido consentimento da mulher soa como um ato petulante e de abuso, gerando, assim, danos psicológicos e físicos para as vítimas.

Além disso, a prática do ato sem os devidos cuidados expõe o casal a uma possível contaminação através das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis).

Como agir caso aconteça com você

Caso essa prática aconteça com você, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e solicite o coquetel de combate e prevenção às DSTs. O conjunto de medicamentos é composto pela pílula do dia seguinte somado ao coquetel anti-HIV e finalizado com exames detectores de outros tipos de doenças.

Dirija-se também para a Delegacia da Mulher a fim de registrar a ocorrência através do boletim, processando, assim, o autor do crime pelos danos e moléstias causados em sua pessoa.

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