A síndrome mão-pé-boca acomete principalmente crianças pequenas que estão na chamada "fase oral" - momento em que a criança explora o ambiente através da boca, ou seja, tendência em colocar as mãos e os objetos na boca o que favorece a contaminação.

A doença é contagiosa e causada pelo vírus Coxsackie, que se aloja no sistema digestivo e como o nome indica, a enfermidade causa pequenas feridas nas mãos, pés e boca. Outro sintoma da doença [VIDEO] é a ocorrência de estomatite (uma espécie de afta que afeta a mucosa da boca, língua, garganta e partes internas das buchechas).

Como acontece a transmissão?

O vírus Coxsackie é transmitido através do contato de fezes contaminadas, além de espalhar-se facilmente por meio de tosses, espirros e saliva, ou seja, o contato entre as pessoas infectadas aumentam o risco de contaminação.

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Isso explica porque, apesar de também poder acometer os adultos, é uma doença [VIDEO] que atinge predominantemente as crianças pequenas, com idades de até 5 anos, sendo maior entre aquelas que frequentam creches e escolas infantis.

Outro fator importante é que a sua incidência aumenta em até 20% no outono e no inverno, além da imunidade das crianças e dos adultos, de uma forma geral, ficar mais baixa nessa época do ano, as baixas temperaturas também faz com que as pessoas fiquem mais próximas e se mantenham em lugares fechados e com menor circulação de ar.

Como acontece o diagnóstico da Síndrome mão-pé-boca?

O diagnóstico da síndrome mão-pé-boca acontece, na maioria dos casos, através da análise clínica das feridas e erupções no interior da boca, língua e garganta. No entanto, em casos de dúvidas, o médico também poderá pedir um exame de sangue sorológico ou exames de fezes, já que o enterovírus 71 também pode estar presentes nas fezes do paciente.

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Como é feito o tratamento da Síndrome mão-pé-boca?

Felizmente, apesar de ser uma doença 'chatinha' e que causa grande incomodo, principalmente nas crianças até 5 anos, o tratamento é simples e é feito através de medicamentos anti-inflamatórios para aliviar a dor e o incomodo causado pelas feridas e aftas e nos casos mais graves o médico pode receitar medicamentos antivirais.

Além dos medicamentos, o paciente deve ingerir muito líquido, preferencialmente em baixas temperaturas, além de evitar ingerir alimentos que estejam muito quentes, que sejam ácidos ou que tenham muito condimentos, já que esses são fatores que podem piorar as dores na parte interna da boca.

Na maior parte das vezes a doença desaparece sozinha, em torno de 5 a 7 dias. Outro ponto positivo é que o paciente adquire imunidade ao enterovírus 71, o que significa que só pode ser contaminado por ele uma única vez. #Pé-mão-boca #Saúde