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Deputados estaduais de São Paulo deverão instaurar, nas próximas semanas, uma CPI para investigar ações tomadas nos testes da fosfoetanolamina sintética.

Os testes clínicos foram iniciados no ICESP (Instituto do Câncer de São Paulo) e foi apresentado resultado insatisfatório de acordo com a equipe médica que coordenou os estudos.

De acordo com matéria publicada no site UOL, foram utilizadas dosagens diferentes da preconizada no desenho clínico. Os pacientes deveriam ingerir 3 cápsulas por dia (manhã, tarde e noite), mas ingeriam estas no mesmo horário, uma única vez por dia.

O químico que desenvolveu a substância, Gilberto Chierice, afirma que a dosagem que foi utilizada nos testes clínicos feitos no ICESP não condiz com a que deveria ser administrada, pois os pacientes estavam debilitados pelos tratamentos convencionais (quimioterapia e radioterapia), com isso eles não conseguiriam absorver a substância corretamente para que o funcionamento desta fosse pleno.

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Outro ponto relevante também encontrado pelos auditores dos testes clínicos, foi que todos os pacientes incluídos estavam em estágio avançado da doença e obrigatoriamente deveriam ter passado pelos tratamentos convencionais para serem elegíveis a participarem. De acordo com defensores da substância e o doutor em imunologia Durvanei Maria, a #Fosfoetanolamina sintética depende unicamente do sistema imunológico em pleno funcionamento para sua atividade correta.

O único grupo (Melanoma – câncer de pele) de pacientes que não era necessário ter passado por tratamentos convencionais (quimioterapia e radioterapia) havia apenas 1 paciente em estado avançado da doença, porém esse paciente obteve 30% de redução tumoral mesmo com a dosagem diferente da preconizada no desenho clínico. Por se tratar apenas de 1 paciente, fica muito difícil afirmar que foi realmente ação da fosfoetanolamina [VIDEO], mas vale ressaltar que tal paciente só foi eleito por já ter passado pelas terapias convencionais de combate ao melanoma e não obteve nenhuma melhora.

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A fosfoetanolamina começou a ser distribuída gratuitamente pela USP em 1995, quando foi autorizado pelo Ministério da Saúde o início dos testes clínicos no Hospital Amaral carvalho. Muitos oncologistas encaminhavam pacientes já desenganados para retirarem a substância diretamente na USP e hoje se tornou um assunto polêmico no mundo científico.

A CPI visa também investigar os resultados dos testes efetuados em 1995 no hospital Amaral Carvalho com a fosfoetanolamina e por qual motivo não foram divulgados os dados clínicos. #gilbertochierice #piluladocancer