Publicidade
Publicidade

No dia 25 de julho de 2016 foi dado início aos testes clínicos da substância fosfoetanolamina sintética no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), onde somente pacientes em estágio avançado da doença estariam elegíveis a participarem. De acordo com o site do governo de São Paulo, todos os pacientes deveriam ser paliativos, ou seja, já deveriam ter sido submetidos a quimioterapia sem efetivo sucesso no tratamento.

Apenas o grupo de pacientes com melanoma (câncer de pele) não precisaria ter sido submetido ao tratamento quimioterápico para ser elegível. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) só prevê o uso de pacientes portadores da doença na fase 1 dos testes clínicos (teste de segurança) se o medicamento seja previamente tóxico, o que já foi concluído e publicado por diversos estudos que não é a situação da #Fosfoetanolamina sintética.

Publicidade

O desenho clínico feito para o teste previa uma dosagem de três cápsulas por dia (manhã, tarde e noite). De acordo com Bernadete Cioffi, vice-presidente do instituto Viva Fosfo e auditora dos testes clínicos do Icesp, esse desenho clínico não foi seguido. Foram administradas três cápsulas simultâneas e apenas uma vez por dia, o que dificultou absorção pelo organismo de um paciente já debilitado.

A vice-presidente ressalta na página do Instituto Viva Fosfo que, mesmo a dosagem não seguindo o desenho clínico, o paciente com melanoma teve 30% de redução tumoral (único grupo elegível que não precisava passar por quimioterapia). Os pacientes de outros grupos não tiveram os resultados esperados. Com isso, foi suspenso a entrada de novos pacientes e enviado um novo pedido de mudança do desenho clínico ao Conep (Conselho Nacional de Ética e Pesquisa).

Publicidade

A solicitação pede a inclusão de pacientes que não estejam em fase da doença tão avançada e possam reagir ao tratamento, tendo em vista que a substância depende unicamente do organismo humano funcionando bem para que obtenha os resultados esperados.

Novos testes

De acordo com o Instituto Viva Fosfo, em vídeo publicado em sua página no Facebook no dia último dia 26, o Ministério da Saúde autorizou a Universidade Federal do Ceará a prosseguir no teste de farmacocinética da fosfoetanolamina.

Este teste consiste em avaliar como o organismo humano reage a determinada substância, traçando todo o caminho que ela percorre dentro do organismo, desde sua ingestão, ação, até como ela é expelida. Bernadete Cioffi (vice-presidente do Instituto), junto com Gilberto Chierice (químico que desenvolveu a substância e presidente do instituto), afirma que este teste é primordial e também deveria ser feito na fase inicial dos testes que foram efetuados no Icesp. Porém, estes não foram concluídos. #gilbertochierice #piluladocancer