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De acordo com os sites The Sun e MSN, pesquisadores da Dinamarca acreditam ter encontrado o animal [VIDEO] vertebrado (que possui uma coluna vertebral, assim como os seres humanos) vivo mais antigo do mundo, possuidor de inacreditáveis 512 anos de idade – o que quer dizer que ele pode ter nascido apenas cinco anos após o descobrimento do Brasil.

A incrível marca, divulgada na prestigiada revista Science, foi estabelecida por uma fêmea [VIDEO] de "#tubarão-da-Groelândia", espécie que vive nas águas geladas do Atlântico Norte e do Oceano Ártico. Estes animais são famosos por sua longevidade – de fato, eles possuem uma expectativa de vida média de mais de 270 anos, e somente alcançam a maturidade sexual um século e meio após o nascimento.

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Os cientistas que fizeram a descoberta chegaram à impressionante conclusão ao medirem o comprimento do tubarão fêmea, que atingiu quase 5,5 metros. Como é sabido que este tipo de vertebrado em questão cresce apenas um centímetro por ano, bastou que cálculos simples fossem realizados.

No entanto, os pesquisadores foram mais além, e realizaram uma datação por radiocarbono. Mas mesmo que este método seja um pouco impreciso, concluiu-se que o grande peixe tenha entre 272 e 512 anos, dado que confirma a informação obtida através do tamanho observado – o que quer dizer que a fêmea pode ter nascido no ano de 1505.

Criatura enigmática

Os tubarões-da-Groelândia têm um focinho curto e arredondado, além de possuírem olhos pequenos e pele áspera. Apesar de abundantes em todo o Atlântico Norte e Ártico (vivendo desde o leste do Canadá até o oeste da Rússia), pouco se sabe sobre a espécie até o momento.

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Entre as escassas informações obtidas, está a constatação de que estes animais podem viver em profundidades de mais de dois quilômetros, e embora se alimentem principalmente de peixes – apesar de nunca terem sido vistos caçando –, já foram encontrados restos de carne de rena e até de cavalo em seus intestinos.

A fêmea de tubarão-da-Groelândia que pode ter 512 anos foi a mais velha encontrada entre 28 exemplares analisados em um estudo chefiado pelo professor Kim Præbel, da Universidade Ártica da Noruega (Norges Arktiske Universitet, no idioma local).

Falando em um simpósio realizado na Universidade de Exeter, situada no sudoeste da Inglaterra, Præbel afirmou que estes animais são verdadeiras "cápsulas do tempo vivas", e a pesquisa em torno deles, além poder esclarecer o enigma em torno do fato de um vertebrado ser capaz de viver tanto, também pode trazer luz a respeito do impacto que os seres humanos causam no meio ambiente, o que possibilitaria desenvolver ações com o intuito de criar áreas de conservação apropriadas para os tubarões-da-Groelândia. #Europa #Estudo Científico