Com a divulgação dos resultados do ENEM, milhões de candidatos estão se preparando para a caça. Munidos de seus boletins emitidos com as notas da avaliação realizada em novembro do ano passado, os concorrentes estão, agora, procurando vagas nos cursos oferecidos pelas universidades públicas Brasil afora.

Sabendo o que querem, resta apenas esperar para fazer a inscrição no SiSU, Sistema de Seleção Unificado, e esperar para ver o que acontece, ou seja, torcer para que as notas sejam capazes de fisgar aquela vaga pretendida. Por isso, a divulgação do resultado da prova do ENEM alivia somente um pouco a angústia inerente ao processo seletivo, pois ele ainda não acabou.

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Diferentemente do que acontecia há alguns anos, o aluno-candidato não mais se candidata a uma vaga em um curso específico previamente escolhido. Hoje ele faz uma prova que lhe dará uma nota. Com essa nota, ele vai tentar "comprar" uma vaga em uma universidade que aceite o ENEM como critério de seleção. A nota obtida no ENEM será adequada às vagas procuradas nas universidades. Quem tem uma nota mais valiosa, terá mais poder de negociação para conseguir ficar com a vaga. Caso o valor da nota não seja capaz de classificar o candidato para aquela vaga, ele pode solicitar outra vaga noutro curso ou noutra universidade. Em outras palavras, agora, o candidato concorre pelo mérito de sua performance e pode, por isso, requisitar a vaga compatível à nota obtida.

Se por um lado isso é bom para o candidato, por permitir que ele tenha a possibilidade de escolher entre vários cursos e universidades, e até remanejando seu desejo, por outro torna a disputa mais acirrada por ser aberta a qualquer candidato de qualquer lugar do país, já que todos os aprovados podem requisitar a vaga.

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Pelo lado da instituição de ensino, o sistema é bom porque ele diminui os riscos de ter vagas ociosas por falta de pretendentes ou de receber estudantes de baixo rendimento acadêmico, melhorando assim o nível do alunado. O lado não tão bom assim é que aumenta a possibilidade de evasão dos alunos no decorrer do curso, ao perceberem que a escolha do curso "só para entrar na universidade" não corresponde aos desejos pessoais. Escolhas do tipo "não tem tu, vai tu mesmo". Mas são apenas possibilidades.

O sistema utilizado pelo Ministério da Educação democratiza o acesso às vagas de nível superior, possibilitando uma verdadeira nacionalização do ensino, uma vez que a escolha pode ser feita em instituições nos diferentes Estados da Federação, distinto daquele onde mora o candidato.

Outro ponto positivo do processo seletivo é a ponderação das notas individualizadas por área de conhecimento no boletim do ENEM. Ali o candidato - e a instituição - fica sabendo quais os pontos fortes ou fracos que, em caso de aprovação, vão pesar mais na seleção, e em caso de reprovação vão indicar ao aluno onde ele deve se empenhar mais nos estudos para a seleção do próximo ano.

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Eu já vi minha nota, e estou esperando a inscrição do SiSU. Boa sorte aos candidatos. A gente se encontra na sala de aula. #Escola #Vestibular