Lamentavelmente, devido à inércia de alguns políticos, dirigentes e empresários brasileiros, o que é agravado pela crise mundial como um todo, muitos profissionais do Brasil, de diversos setores, acabam sendo demitidos pelas empresas, para muitas das quais eles trabalham há anos. Um exemplo claro disso é o setor das empresas aéreas nacionais que finalizam o contrato de trabalho com os seus comandantes e pilotos. 

O que é ruim para o Brasil, pois sua população pode ser excelente para as empresas aéreas do exterior, que acabam voltando a sua atenção para o gigante da América do Sul, o qual tem mão-de-obra barata e qualificada.

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Desse modo, os magnatas da aviação estrangeira conseguem recrutar e selecionar novos aviadores para o seu plantel internacional de pilotos. Aproximadamente 1.200 profissionais brasileiros voam ou são pilotos fora do Brasil, o que a crise econômica do país só fez agravar, de acordo com informações obtidas pelo sindicado que representa a categoria - Sindicato Nacional dos Aeronautas. 

Na 1ª semana de maio de 2016, Celso Ferronato, piloto experiente, acabou sendo mais um expatriado brasileiro junto com a esposa, pois foi de 'mala e cuia' para Dubai, nos Emirados Árabes. Ferronato já havia atuado como comandante na Gol por 9 anos (de 2005 a 2014) e, em Dubai, será funcionário da Flydubai, pilotando o mesmo modelo de aeronave que trabalhou no Brasil. 

Há 2 anos atrás, o brasileiro saiu da aviação comercial para ser piloto em uma empresa particular de um jato executivo, o que, até certo ponto, é algo comum no país.

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Entretanto, o agravamento da crise econômica fez com que a empresa vendesse o jato e demitisse Ferronato, em 02/2015. O mesmo até buscou o retorno para a aviação comercial nacional, porém, não teve nenhum sucesso na tarefa. 

O ex-comandante optou, então, por procurar emprego fora do Brasil, onde acabou conquistando o emprego de Dubai, pois, atualmente, a aviação civil internacional vivencia o ápice de sua existência, podendo ofertar muitas vagas para aeronautas com experiência, inclusive os brasileiros. 

O real ajuda nisso, já que está se desvalorizando frente ao dólar, servindo de estímulo para os pilotos nacionais tentarem carreira no exterior. As companhias aéreas da China são as que melhor pagam, chegando a oferecer salários de US$ 27 mil mensais para um piloto. Se for comparado, um mesmo comandante no Brasil, com vasta experiência em rotas internacionais, não ganha mais do que R$ 35.000 no mês. Os países do Médio Oriente ainda atraem os pilotos com os benefícios de moradia, plano de saúde, bancam a escola dos filhos até que atinjam 21 anos de idade e cedem carros aos pilotos

O comandante brasileiro, Rafael Santos, que atua pela Korean Air desde que a Varig faliu, inaugurou paralelamente o serviço de consultoria em 2013, para assessorar os pilotos brasileiros a descobrirem novos processos seletivos e de como se sair bem neles fora do mercado aéreo brasileiro.

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A empresa de Rafael chamada Focus Aviation voa em céu de brigadeiro, uma vez que a procura por esse tipo de auxílio só fez aumentar nos últimos anos, veiculou um conhecido jornal da Cidade de São Paulo. #Acidente #Crise no Brasil #Trabalhar no exterior