Nesta terça-feira, dia 7 de junho, foi divulgado pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, qual será o plano para que o governo consiga arcar com as contas públicas e poder tirar o país de uma das mais graves crises econômico-financeira que já passamos. Em sua fala, o ministro alertou que terá que fazer cortes e reafirmou que a aprovação de reajustes para o funcionalismo público não vai prejudicar de forma alguma o ajuste fiscal. Porém, o chefe da pasta avisou que os concursos públicos para este ano não serão autorizados no âmbito federal e muito menos em 2017.

A notícia pegou alguns concurseiros desavisados de surpresa e está causando muita dor de cabeça em quem já vinha estudando para seleções futuras, inclusive para ministérios.

De acordo com Oliveira, o reajuste dos servidores não prejudicará no ajuste fiscal pois ele é abaixo da inflação, permitindo assim o desempenho da folha de pagamento de forma positiva.

"O que foi acordado foram reajustes satisfatórios de reposições da inflação, que seão aplicado só em agosto e já estavam previstos", falou ele para a imprensa.

Já sobre a paralisação de concursos públicos para os próximos anos, o ministro lamentou e disse que a Lei Orçamentária de Dilma Rouseff, que foi enviada no período em que a presidente estava no poder antes de ser investigada por crime de responsabilidade, limitava a realização de novas seleções e também para contratar mais profissionais.

"Os concursos abertos terão continuidade, é claro", afirmou o ministro.

Michel Temer, quando assumiu o poder interinamente avisou que isso ocorreria e que ele manteria em contrapeso os projetos sociais criados pelo governo do Partido dos Trabalhadores.

Parlamentares na cadeia?

Dyogo Oliveira falou ainda que os pedidos de prisões de parlamentares como o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL), presidente do Congresso Nacional e do Senado, e Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara afastado por corrupção, não irão afetas as medidas futuras que o governo deve tomar.

"Isso não afeta a agenda estrutural do governo. São eventos do terreno da suposição", pontuou o atual chefe do Planejamento. #Vagas #Edital #Empregos