O salário mínimo no Brasil é de R$ 880,00 desde o dia 1º de janeiro de 2016, sendo que esse valor sofre críticas de representantes em diferentes esferas, os quais dizem que os vários encargos sociais, fiscais e tributação do país só fazem agravar a situação dos empregadores e empreendedores nacionais. Inclusive pode ser feito um comparativo do salário de um trabalhador comum com os dos juízes no Brasil, sendo que os ganhos desses últimos também têm um teto, a saber: só podem receber o valor de R$ 33.763, não podendo ser superior a retirada salarial de ministros do STF - Supremo Tribunal Federal, mas a coincidência entre o salário de um juiz e de um trabalhador de outra área para por aí, até mesmo porque, na prática um juiz brasileiro ganha muito mais do que isto. 

O reconhecido jornal O Estado de S.Paulo conseguiu lançar mão de um levantamento, comprovando que tal correlação é muito mais destoante do que anteriormente se pensava.

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Um desembargador no Estado de Minas Gerais retira mensalmente o valor aproximado de R$ 56 mil, isento dos descontos. No Estado de São Paulo, a mesma conta deixa R$ 52 mil líquido e no Rio de Janeiro, o salário ultrapassa os R$ 38 mil. 

A título de comparação, um juiz no Reino Unido ganha mensalmente salário inferior aos seus correlatos brasileiros, recebendo na ordem de R$ 29 mil. Já nos EUA, a média do salário de um juiz é de R$ 43 mil. O assunto é tão desproporcional, que os juízes nacionais ultrapassam em salário aos juízes da Suprema Corte de nações da União Europeia, como Portugal e Bélgica. 

Esses salários tão elevados são resultados dos adicionais autorizados pelas leis com suas interpretações, mas os economistas e também profissionais de direito, fazem questão de alertar sobre os salários exorbitantes da classe dos juízes brasileiros frente à situação do ajuste fiscal tão discutida atualmente no país. 

De acordo com o coordenador Executivo do Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Nelson Marcono, os juízes se constituem no topo da pirâmide no que diz respeito à cadeia de servidores públicos.

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Na seqüência, surgem os colaboradores da Polícia Federal, Receita, advogados do Poder Executivo, Banco Central e Tesouro Nacional, finalizando nos professores e colaboradores administrativos. 

A título de ilustração, vale lembrar que assim que o presidente interino Michel Temer assumiu o Planalto Central, o Judiciário foi a 1ª instituição que saiu em defesa do seu tão almejado reajuste no salário, estimulando que as demais categorias façam o mesmo. Sendo assim, o presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa salienta que “o verdadeiro desafio será vencer o corporativismo de inúmeras categorias que vão se mobilizar para pressionar o Congresso e escapar da tesoura". 

É fato que as verbas adicionais, como diferentes gratificações e abonos por dupla função, tempo de #Trabalho, atuar substituindo os colegas que estão de licença ou férias, rompem o limite de ganho dos juízes. Não devem ser esquecidos os auxílios saúde, pré-escolar e moradia que esses mesmos juízes também recebem. 

A conclusão e o anseio de toda a sociedade brasileira, é que realmente um país não pode ser conduzido adequadamente sem que haja a atuação de juízes imparciais, verdadeiros guardiões do Poder Judiciário; todavia, seria muito válido que os demais trabalhadores também fossem reconhecidos e respeitados com melhores ganhos em dinheiro.

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#Justiça #Protestos no Brasil