Após declarações públicas do Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, ficou claro a sua intenção de contratar os cerca de 4 mil aprovados no concurso feito em 2014, para soldado da polícia militar.

"Tenho 4 mil policiais para contratar (...), por ano, temos uma baixa entre 1,6 à 1,8 mil policiais, por isso precisamos da mão do governo federal", declarou o governador.

Pezão garantiu, ainda, que tendo o recurso liberado, a convocação será imediata.

Concurso se extende por quase 3 anos e ainda sem informações precisas

Na tarde de 31 de outubro de 2014, muitas pessoas, entre homens e mulheres, viam o seu sonho começar ali: o sonho de ser policial militar.

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Uma carreira digna, mas notoriamente não valorizada, seja por parte da população, seja pelo próprio estado.

Conversando com alguns candidatos ainda na espera de convocação, percebe-se que a angústia não é recente. "A prova escrita e a redação foram só o começo. Tivemos a prova psicotécnica, onde a pressão foi grande. Tivemos testes toxicológicos onde cada candidato desembolsou R$ 350,00 para custear o exame, sem contestar. Exames médicos, dentista etc. Mas nada se compara ao exame físico. Muitos treinaram durante meses e até anos para ser aprovado no TAF (teste de aptidão física), onde eu vi muitos amigos não conseguirem ser aprovados, onde vi muita gente chorando e desesperado por ter a chance de ser policial no estado do Rio de Janeiro, caindo junto com cada gota de suor. Hoje quem vive a angustia sou eu.

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3 anos sem nem ao menos saber a classificação, 3 anos sem nenhuma resposta concreta do governo, apenas boatos que nos enchem de esperança mas nunca se concretizam", afirmou o candidato TS, que não quis ser identificado.

Governo culpa a crise

O Rio de Janeiro foi o estado que mais teve impacto negativo com a #Crise financeira que assola o Brasil, tendo inclusive que decretar estado de calamidade e que, segundo o próprio governador, quer estender até 2018.

Parte importante de toda essa convulsão financeira no estado, além da crise na nacional, tem nome e sobrenome: Sérgio Cabral.

O ex governador é acusado de desviar cerca de 224 milhões de reais no seu governo, que no meio do mandato renunciou ao cargo, onde o seu vice, Pezão, assumiu o governo do estado.

A calamidade na #Segurança pública é sem dúvida reflexo da #Corrupção. Pois além de o estado não possuir recursos suficientes para contratar os aflitos candidatos, que resistem a cada dia, ainda falta para pagar quem está na ativa.

Rio de Janeiro é muito mais que uma cidade maravilhosa, é um estado único no mundo, que está na UTI respirando por aparelhos a espera de um milagre.