A #entrevista de #Emprego costuma causar #Ansiedade - em algumas pessoas até de forma exagerada - sobre o que falar e como se comportar perante tal oportunidade.

A ansiedade está presente em todos, de forma menos ou mais intensa, quando o assunto é revelar as qualidades e capacidades pessoais com vistas a preencher a tão sonhada vaga.

De forma controlada, a ansiedade se torna benéfica e aliada, dando ao entrevistado maior atenção para sua performance. Entretanto, quando exagerada, pode causar incômodo e atrapalhar a atuação do entrevistado, impedindo-o de expor seus pontos qualitativos e primordiais, antes ensaiados com tamanha afinidade.

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Para criar a capacidade de controlar a ansiedade e aproveitá-la da melhor maneira, vale pena tomar alguns cuidados em alguns pontos importantes que podem auxiliar o candidato nas futuras entrevistas de emprego. Devemos ressaltar que não é possível eliminarmos a ansiedade por completo, pois ao longo dos milênios este mecanismo nos serviu de potência para a sobrevivência de nossa espécie.

Tendo a clareza do que se quer

Primeiramente, o candidato deve ter a consciência de que ser reprovado numa entrevista de emprego não significa o "fim do mundo" ou que ele é incapaz de ultrapassar tal barreira. Por conseguinte, antes de procurar uma vaga no mercado de trabalho, é preciso que o entrevistado pesquise e analise qual área ou empresa se encaixa melhor às suas qualidades pessoais. Em alguns casos, o candidato não alcança a aprovação na entrevista porque a empresa e o mesmo não tem nenhum tipo de concordância e semelhança de atuação - em alguns casos o entrevistado nem domina a área requerida - ficando impossibilitado de adentrar na empresa.

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É preciso que o entrevistado saiba onde está pisando e tenha a certeza de que domina tais técnicas. Este é o primeiro passo para uma entrevista de sucesso.

A imaginação como ferramenta

Tendo a clareza e a certeza da vaga que se quer, é importante que o entrevistado ensaie várias e várias vezes antes da entrevista, não com o intuito de decorar o que será dito, mas com a intenção de criar confiança em si mesmo. Isto posto, falaremos sobre uma função psicológica chamada imaginação. Para introduzirmos no assunto, eis um pequeno vídeo que ilustra essa capacidade psíquica humana:

A imaginação é a capacidade que o ser humano tem de antecipar mentalmente o produto de suas ações, por outra maneira, é a capacidade de produzir a imagem mental que o prepare para a ação concreta do objetivo a ser atingido. Quando imaginamos, criamos sinapses no córtex cerebral de modo tal que experimentamos a situação a ser vivida, sentindo emoções como medo ou alegria, mas que são reais apenas no âmbito emocional e não na realidade concreta.

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Isto acontece porque o nosso cérebro não sabe distinguir o que é real e o que não é real, de outro modo, quando imaginamos algo, o cérebro não sabe diferenciar que aquilo é apenas uma imagem projetada, e que por fim não está acontecendo na realidade. Sabendo isto, temos uma das chaves principais para que o entrevistado avance frente aos concorrentes que com ele competem a vaga, e essa chave é a imaginação; a capacidade de ensaiar o evento futuro como se o estivesse acontecendo agora. Quanto mais o entrevistado ensaiar tal situação, mais sinapses cerebrais criar-se-ão e mais preparado e confiante estará para expor e exprimir toda a capacidade e qualidade em seu discurso. A raiz e a fonte para controlar a ansiedade numa entrevista de emprego, de forma sintetizada, é a imaginação treinada antes do ato concreto da entrevista.

A linguagem não-verbal

Um ponto que costumeiramente é deixado de lado pelos participantes é a importância de se atentar à linguagem não-verbal. Pesquisas apontam que apenas 7% de nossa comunicação são palavras verbais, outros 93% se encontram atrás delas. Isto significa que, o que é falado verbalmente se torna de ínfima importância para uma eficiente comunicação. Em suma, o que importa na comunicação, grosso modo, é como se fala e não o que se fala, propriamente. Confira no vídeo uma pequena introdução sobre o tema:

Retomando, dentre as características que compõem a linguagem não-verbal, se encontram: entonação vocal, expressões faciais, movimento dos olhos, congruência e postura. É aqui que o ato da imaginação se concretiza. Quando estamos muito ansiosos, a tendência normalmente é começar a suar de forma expressiva; entrelaçamos as mãos com maior frequência; pernas ficam inquietas; começamos a gaguejar ou roer as unhas; atrapalhando de forma significativa na entrevista. Se o indivíduo é uma pessoa extremamente ansiosa, a possibilidade destes eventos acontecerem na prática aumenta. O que fará, por outro lado, com que o candidato se destaque na entrevista são a confiança e a segurança em si mesmo – ambas adquiridas conforme a certeza do que será falado e mostrado estão bem ensaiados – sintetizando mais uma vez a importância da prática do ensaio, por meio da função psíquica imaginação. Quando o entrevistado internaliza a confiança e a segurança do que será apresentado, a ansiedade se torna uma boa aliada, pois agora, ao invés da mesma ser um empecilho pelo medo de errar de forma exagera, torna-se bom impulso para que o candidato aumente sua atenção e deste modo realize na prática o que foi ensaiado antes com tamanha fidelidade.

O importante é a confiança

Em vista disso, o candidato tendo a clareza do que quer e imaginando, por meio de ensaios e treinos a entrevista em si, haverá portanto grandes possibilidades de êxito e eficácia em seu objetivo. Devemos ressaltar que é na prática que desenvolvemos nossas capacidades, por meio de tentativas e erros. Assim, se o participante é reprovado numa entrevista, isto significa que na próxima ele estará mais preparado.

Estas são algumas dicas com base na imaginação para uma boa apresentação e controle da ansiedade na entrevista de emprego.