De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos do #Banco Central do Brasil (SinTBacen), José Willikens, a realização do #CONCURSO que foi solicitado pelo Banco Central ao Ministério do Planejamento ganha reforço de sua necessidade após verificação de que um grande número de servidores deve se aposentar ainda em 2017.

"Em 2017, já se aposenta uma quantidade significativa de servidores, por medo da reforma previdenciária" afirmou Willikens.

E justamente por causa disso, o presidente do SinTBacen informou que o sindicato está lutando para que o concurso de fato aconteça e diante das aposentadorias que devem acontecer, espera sensibilizar o governo sobre a necessidade de novas contratações.

Publicidade
Publicidade

Outro ponto levantado por José Willikens é o fato de que atualmente o existem analistas atuando como técnicos, já que há falta destes servidores. Vale ressaltar, no entanto, que isso também pode ser um ponto muito positivo para a liberação do concurso, já que essa prática impacta diretamente a relação cargo-salário, visto que o salário de um analista é superior à remuneração dos técnicos, fazendo com que a mão de obra neste caso seja mais cara.

Ele cita o exemplo da divisão de atendimento ao público, em que a atribuição neste caso é de técnicos, mas atualmente o setor tem algo em torno de setenta servidores e apenas seis são técnicos.

"A Deati, que é a divisão de atendimento ao público, que acata denúncias contra o sistema financeiro nacional, é um setor que tem algo em torno de 70 servidores e só 6 são técnicos.

Publicidade

E a atribuição ali é dos técnicos", disse José Willikens.

O Banco Central (BC) solicitou a liberação de 150 vagas para o cargo de técnicos. Neste caso a remuneração inicial é de R$ 6.882,57 e o requisito é que o candidato tenha nível médio, no entanto, o Congresso Nacional aprovou a alteração da escolaridade para nível superior, restando apenas a sanção presidencial.

Esse tem sido um ponto considerado muito polêmico e já existe uma carta aberta reivindicando o veto a essa mudança, assinada por entidades representativas das carreiras de auditoria de controle externo do Tribunal de Conta da União, dos analistas do Judiciário e do Ministério Público da União, dos analistas legislativos da Câmara dos Deputados e dos auditores de controle externo dos tribunais de conta do Brasil.

A argumentação das entidades traz, entre outros, a observação de que essa alteração certamente causará impacto orçamentário no futuro, a partir do momento que abre um precedente para reivindicações de equiparação salarial.

Publicidade

Vagas solicitadas pelo Banco Central para concurso

Além das 150 vagas para o cargo de técnico do Banco Central, também foram solicitados pelo BC ao Ministério do Planejamento 800 vagas para os cargos de analista, requisito de formação superior em qualquer área e ganhos iniciais de R$ 17.391,64 e 40 vagas para o cardo de procurador, que neste caso exige formação como advogado e experiência mínima de dois anos de prática forense, com ganhos iniciais de R$ 19.655,67. #Concursos