Dia 11 de dezembro, o famoso site Amazon estreou o seu serviço de aluguel de #Livros. Ao fazer sua assinatura, o primeiro mês de uso é gratuito. Do segundo mês em diante, a mensalidade é R$ 19,90. O acervo da loja já possui 700 mil e-books - entre eles, 10 mil estão escritos em português.

Apesar do número alto poder impressionar à primeira vista, a verdade é que muitas das principais companhias brasileiras estão fora desse acervo. A Companhia das Letras, Record, Cosac Naify e Intrínseca são exemplos de editoras que geralmente estão na lista de mais vendidos ou que recebem livros com mais resenhas, mas não fazem parte do sistema da Amazon.

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O motivo para que essas gigantes do mercado editorial não façam parte do serviço disponibilizado pela Amazon é o medo que o lucro diminua pela baixa de venda de exemplares físicos, além da remuneração aos autores e às próprias editoras, que pode deixar de ser justa. As principais editoras do país ainda estão em fase de negociação com a empresa, mas garantem que os cálculos de lucro e contratos são confusos.

Outras editoras famosas, como a Globo, Leya, Belas Artes e Landmark fazem parte do serviço. Mesmo assim, isso não significa que todo o seu catálogo está disponível aos assinantes. Cada editora negocia a parte do seu acervo que será disponibilizada.

Segundo o diretor da Amazon, Alex Szapiro, a hesitação em aderir ao programa por parte das empresas é normal. Segundo ele, projetos parecidos, como o Netflix (para séries e filmes) e o Spotify (para música) também foram recebidos com ceticismo, mas evoluíram ao longo do tempo e se tornaram uma realidade, com novos títulos sendo adicionados periodicamente.

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Ao fazer sua assinatura, você pode guardar dez livros em sua biblioteca. Mas não há um número máximo de leitura ou de tempo para o livro ficar guardado. Sempre que quiser, basta "devolver" um livro e guardar outro em sua biblioteca pessoal. Sem regras complicadas, a única limitação é sobre a quantidade de livros a serem guardados por mês. E mais! Não é necessário ter um Kindle, e-reader da Amazon, para ler os livros. O aplicativo da empresa pode ser utilizado para isso.

A Amazon tem criado polêmica no Brasil - e também no mundo desde o seu nascimento. Ela é bastante criticada por livrarias e editoras por causa dos preços que pratica nos exemplares. Muitas vezes, eles estão abaixo do valor de custo.

Outras opções de serviços de aluguel de livros

O serviço de aluguel de livros já existe há algum tempo, antes da Amazon. A Nuvem de Livros existe há três anos e por R$ 17,99 os assinantes podem ter acesso a 11 mil livros e mais conteúdos, como áudios e games. Para clientes Vivo e Terra, a assinatura tem desconto.

Já o Scribd foi lançado em 2007 e tem publicações de acesso gratuito. Ele se diz a maior biblioteca digital do mundo, com mais de 40 milhões de títulos. Ele funciona pelo Kindle Fire, App Store e Play Store. O valor de assinatura é de $8.99 por mês.