A linguagem dos jornais era repleta de lirismos, muito parecido com os preceitos que orientam a narrativa literária, sendo  suprimida com o emergir do estilo jornalístico norte-americano carregado de técnicas objetivas, de modo a suplantar a subjetividade que impregnava os textos jornalísticos, anteriormente. Implementou-se o Lead, instrumento o qual responde as perguntas necessárias, já no primeiro parágrafo; Há ainda a estrutura da pirâmide invertida, em que consiste na separação do texto jornalístico em quatro partes distintas: A primeira é o Lead, responsável em emitir a generalidade do fato; O segundo é o sublead com a função de complementar o Lead;

A terceira consiste no desenvolvimento do texto jornalístico, tendo em voga as questões de neutralidade, imparcialidade e objetividade, à medida que o jornalista não interfere no objeto analisado, quais os procedimentos realizados nas ciências “duras”; A quarta e última parte foi alcunhada de pé, tendo a possibilidade de ser retirada, caso novas notícias surjam, de modo a poder ser retirada sem a perda da compreensão desta. Esse artifício é utilizado, mormente na época de Copa do Mundo e Olimpíadas, quando o jornal distribui diversas edições, a fim de atualizar os resultados dessas competições.

A modernização tecnológica propiciou, dentre outras questões o barateamento do custo de distribuição/circulação do produto, de modo a aperfeiçoar o processo de produção, e, por conseguinte maximizar os lucros – matiz importante no que toca ao capitalismo toyotista/neoliberal-. O processo de desenvolvimento tecnológico dos meios não agradou aos “dromedários” do jornalismo, isto é, aqueles que trabalhavam há mais tempo na redação, que sentiam falta das máquinas de escrever, assim como tinham dificuldades em operar com a nova tecnologia,. Conforme pontua a historiadora da imprensa, Luiza Villaméa, no capítulo “Revolução Tecnológica e Reviravolta política contida no livro “#História da imprensa no Brasil”: “De um lado estavam os que tinham certa familiaridade com a engenhoca e acreditavam que o jornal impresso desapareceria em no máximo duas décadas. De outro se perfilavam aqueles que viam o computador como um bicho de sete cabeças a ameaçar seu emprego.”

Mais do que entrar em infindáveis discussões acerca da melhor maneira de fazer jornalismo, é necessário que reconheçamos os prós e contras de cada “modus operandi”, a fim de evitar, mais uma vez reducionismos e impressionismos, dos quais desubstancializam o debate e a troca efetiva de argumentos. Se por um lado o texto jornalístico carregado de lirismos evoca certa plasticidade e rigor formal, enfatizando para os vestígios de uma narrativa mais literária, a redação jornalística contemporânea, também uma narrativa, tem como mérito a rapidez com a qual uma mensagem pode ser repassada. Para além dessas duas metodologias jornalísticas, o objetivo fulcral do jornalismo deve ser a defesa de sua deontologia, preservando, dessa forma, os princípios éticos da sua da conduta profissional da categoria social jornalista. #Comunicação