Um #Filme feito para encantar. Essa é a classificação para “Cássia” (2014), documentário dirigido por Paulo Henrique Fontenelle. Por meio de depoimentos emocionantes e um acervo de imagens (fotos e vídeos) que impressiona pela riqueza de detalhes, o cineasta foi além de registrar mera homenagem à cantora. Fontenelle busca resgatar os sonhos da jovem Cássia, que viveu em três estados diferentes (Rio de Janeiro, Pará e Minas Gerais), além do Distrito Federal, antes de engatar sua carreira de cantora com o lançamento do seu álbum de estreia “Cássia Eller” em 1990.

O carisma e a força da cantora são aspectos evidentes no longa-metragem, que por tratar a #Música de maneira ampla, e como algo inerente à personagem principal, consegue tocar não apenas aos fãs dessa cantora, mas aos admiradores de música em geral. Outro aspecto positivo do longa é a forma direta e clara como é abordada a questão da guarda do filho de Cássia, Francisco (ou Chicão, como era chamado pela mãe) para a companheira da cantora, Eugênia. A decisão foi um pedido estabelecido por Cássia Eller antes de morrer, e contribuiu significativamente para aberturas de precedentes jurídicos no Brasil em casos semelhantes.

Depois de boas recepções em diversos festivais de #Cinema, como no Festival do Rio, realizado em outubro desse ano, o documentário “Cássia” foi o grande vencedor da 9ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, realizado esse mês na cidade de João Pessoa, capital da Paraíba. Além do prêmio principal, o filme levou também o prêmio do público, consolidando o sucesso do longa no festival. Depoimentos marcantes como os dos amigos músicos: Osvaldo Montenegro (primeiro a dar oportunidade a Cássia Eller em um espetáculo musical quando a mesma tinha apenas 19 anos) e Nando Reis (parceiro inseparável de Cássia e autor de clássicos eternizados pela cantora como “Al Star”, “Relicário” “Segundo Sol” e “Luz dos Olhos”).

Outros emocionantes depoimentos são do filho da cantora, Chicão, e o da ex-companheira, Eugênia. A partir dos depoimentos, é possível visualizar uma Cássia mulher, companheira, amiga, mãe, e, sobretudo, ser humano, além da artista única que conhecemos em 12 arrebatadores anos de carreira. Para as novas gerações, que não viveram o auge da cantora nos anos 90 até 2001, ano da sua morte, o filme serve como um almanaque para compreender as diversas experiências de vida por trás da criação de uma grande artista como Cássia Eller, que 13 anos após o seu falecimento, completados no próximo dia 29 de dezembro, ainda continua viva não apenas no coração dos milhares de fãs que conquistou, mas também na história da música desse país.