Que brasileiro é criativo, não há quem duvide. Brasileiro acha um meio de fazer graça até na desgraça. Às vezes está na pobreza, doente, desempregado e ainda assim consegue sorrir. Esse é um retrato comum do povo brasileiro. Brasileiro acha graça até na morte.

Por falar em morte, ouve-se muitas histórias de coveiros. Profissão triste, sem dúvida, porém também há o lado engraçado de algumas situações constrangedoras em funerais, como quando aparecerem duas esposas de um mesmo falecido e ficam brigando, pessoas que querem enterrar o falecido com cigarro, coveiro que pede para desligarem o celular para não perturbar a paz do falecido, entre outros acontecimentos.

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Pois nosso exemplo de criatividade vem de Crato, uma cidade cearense que é praticamente divisa com Pernambuco. Em Crato há um taxista diferente dos outros. O taxista Roberto Souza Brito, mais conhecido por Calango, gosta de colecionar santinhos de pessoas que morreram. Os santinhos na verdade são lembrancinhas com o retrato da pessoa falecida, a data de nascimento e morte e um epitáfio. Em suas andanças pela cidade, Calango fica observando as casas, e quando vê uma cruz perto da porta, que é um costume da região quando falece alguém, lá vai ele saber quem foi que morreu e pegar seu santinho.

Roberto Souza Brito já tem mais de dez mil fotos de falecidos. Além dos cemitérios, ele também pega as fotos de jornais, da sessão de obituários.

E aí vem a pergunta: O que ele faz com todas essas fotos?

Simples! Todos os anos ele organiza as fotos em vários cavaletes, coloca todos em uma caminhonete e leva-os até uma praça.

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E ali ele faz a Expo-Morte, expondo todas as fotos de sua coleção. E o que não falta é público ávido por saber quais pessoas morreram. Antes do evento "mortífero", muitas pessoas perguntam ao Roberto: _ E aí, esse ano tem exposição? E ele sorri e responde:_ Com certeza!

Ele já faz essa exposição há mais de dez anos, na Praça Cristo Rei, onde fica seu ponto de táxi.

Bizarro esse taxista, sem dúvida nenhuma, mas quem não é de uma certa forma, não é mesmo? É como diz o ditado: Cada louco com sua mania. #Curiosidades