Primeiro foram os gramofones com seu enorme alto-falante que parecia corneta e que faziam as festas de São João nos anos 10 e 30. Usavam enormes bolachas, que giravam a 78 RPM e que foram fabricados até o começo dos anos 60. Depois, foram as vitrolas portáteis de 45 e posteriormente 33 RPM os conhecidos como LP surgido após a Segunda Guerra Mundial, atravessaram o século XX sem ter um rival à altura. Parecia que ninguém iria superar, até surgir nos anos 80 o CD, com gravação digital e com vantagem de não precisar de agulhas para tocar. Som limpo sem chiados, esta nova mídia começou, aos poucos, a colocar fim em seu reinado e por fim, nos anos 90, foram os tempos difíceis para as fábricas de vinil.

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Elas foram, aos poucos, fechando e, por fim, as lojas que os vendiam foram aos poucos desaparecendo sobrando apenas alguns sebos, colecionadores e DJ que sempre diziam que o som era muito melhor. Muitas vezes eles eram até chamado de loucos. Parecia o fim de todo um ciclo de uma história, de uma lenda.

Saudades, este é o sentimento que tenho quando ouço uma música em um disco de vinil. Lembro-me do tempo em que eu era criança e ia com meu pai à loja, lá no centro de São Paulo e comprava alguns usados e novos. Gosto de me lembrar daquele chiado da agulha que corria pelos sulcos do bolachão, pura nostalgia, coisa difícil de esquecer. Como fiquei chateado quando soube em 1998 pararam a fabricação de discos de vinil, mas minha felicidade foi saber que desde 2010, sua fabricação voltou a todo vapor no Brasil, pela Polysom no Rio de Janeiro e que nos EUA já vendia mais de 10 milhões de unidades ao ano, muito mais que CDs.

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Ainda tenho em casa meus discos que ganhei quando era criança: Sandy e Junior, Bozo, A Turma do Balão Mágico, Jaspion, entre outros. Sempre que os ouço na minha velha vitrola da marca Sonata viajo para o passado. Realmente um passeio ou mesmo uma viagem no tempo. Vejo como passou e penso quanto ainda vai passar, é fantástico como a vida passa, mas quantas coisas ficam na saudade. Fico feliz que agora este tempo, que um dia achei que estava perdido, hoje tenha voltado. E mais, fico satisfeito de saber que meus filhos e netos terão a oportunidade de ouvir esta mágica que é o disco de vinil. Agora, mais que nunca, vida longa ao disco de vinil. #Entretenimento #Opinião #Curiosidades