A mulher contemporânea vivencia cada vez mais conquistas na sociedade atual. Seja na família, no mercado de trabalho, na política ou em outras esferas sociais que, em um passado não muito distante, eram regidas pelas vontades e decisões do homem. Sendo assim, a mulher dos dias de hoje também busca a satisfação de suas necessidades e investe no próprio bem-estar. Os caminhos para esta autorrealização pessoal são diversos, dentre os quais a dança do ventre destaca-se por conquistar mais, a cada dia, a atenção do público feminino. Afinal, o universo oriental oferece cultura, beleza e alegria para as mulheres.

A dança do ventre tem origem controversa.

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Datada entre 7000 e 5000 a.C., é atribuída aos rituais de fertilidade no Egito - embora não haja registros dessa prática nos papiros egípcios. Teóricos afirmam que os árabes são os responsáveis por difundir a cultura mundo afora, mas há inúmeras teorias sobre as raízes da dança, registradas em lugares como o Antigo Egito, a Babilônia, a Mesopotâmia, a Índia, a Pérsia e a Grécia. Segundo o site Brasil Escola, a dança do ventre disseminou-se por vários países mas é originalmente praticada na Ásia Meridional e no Oriente Médio, sendo transmitida de mãe para filha.

Os movimentos femininos e sensualizados de ondulações, rotações e vibrações, remetem ao Período Matriarcal, quando o papel de liderança era exercido pela mulher e principalmente a mãe. A dança do ventre primitiva relaciona-se a rituais sagrados de devoção à Deusa Mãe ou Mãe Terra - entidade geradora da vida, natureza e fertilidade.

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Acreditava-se que a partir da movimentação do sangue no útero da mulher, a maternidade seria possível. Portanto, o rito tinha como objetivo preparar a mulher para ser mãe, justificando os movimentos pélvicos e abdominais.

Nos tempos antigos, a dança do ventre era tratada como ritual sagrado. Entretanto foi perdendo o caráter religioso e se tornando uma atividade cultural, artística e profissional. De acordo com o site Khan el Khalili, a prática incorporou influências de grupos étnicos do Oriente, dando origem à chamada Dança Folclórica Árabe. Em meados de 1800, a dança começou a adquirir sua forma atual, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito. O termo francês danse du ventre foi denominado pelos orientalistas que o acompanhavam.

Na Europa a dança apareceu pela primeira vez em 1889 na Mostra Mundial de Paris e logo ganhou conotação burlesca. A partir de 1920 nasceu o cinema egípcio e os cenários de night clubs, com música e dança regional. No início do século XX, houve influência hollywoodiana e do estilo cabaré, que conferia forma à fantasia ocidental sobre o Oriente.

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Nessa época, surgiram bailarinas consagradas como Nagwa Fouad, Taheya Karioca e Nadia Gamal, que servem de inspiração e fonte de estudo para aprendizes em diversos lugares do mundo.

A dança do ventre apresenta fusões, pois se uniu a outros gêneros para criar novos meios de expressão. Tribal Fusion, Gipsy Bellydance e Bellytango são alguns exemplos. Porém, a dança do ventre clássica sustenta-se inteiramente na música tradicional árabe. Ritmos como Baladi, Maksoum, Masmudi, Said, Falahi, Zaffe, Ayubi devem ser estudados por quem deseja se aperfeiçoar ou se especializar na área. No entanto, a dança do ventre já não é exclusividade das mulheres - muitos bailarinos executam belíssimas apresentações.

Bailarinos à parte, a dança do ventre aprimora a saúde física, pois exige força muscular, equilíbrio, concentração e consciência corporal. A prática proporciona a melhora do condicionamento físico e coordenação motora. Em consequência, pode-se perder gordura, desenvolver massa magra e conquistar uma nova silhueta - auxiliando no aumento da autoestima. A feminilidade e a sensualidade da dança também contribuem para o bem-estar emocional da bailarina, pois ela é instigada a superar o medo e a vergonha de se expressar. Como toda e qualquer arte, a dança é um meio de exteriorizar sentimentos e emoções, curando as doenças da alma às quais todo ser humano está sujeito.