Para que serve a utopia? Inspirado no texto "Direito ao Delírio" do escritor Eduardo Galeano, NÃO LUGAR busca resgatar a essência da utopia. Assim está escrito no folder da Gelb Zirkus, que apresenta o espetáculo da Escola de Acobracias Aéreas de 2014.

Para que serve a Arte? Para que serve a Criatividade? Para que serve a #Inovação? Ou melhor por que criamos? Por que fazemos Arte? Por que Inovamos? Muitas são as respostas, quanto mais melhor, mais ricos de sabedoria ficaremos. A resposta que mais me fascina ao longo da minha vida é a de que criamos porque precisamos do outro, nos completamos com o outro.

No meu encontro com a Arte, com a criação e inovação do NÃO LUGAR dos jovens empreendedores criativos da Gelb Zirkus Acrobacias Aéreas, tive o "Direito ao Delírio" e confesso que não tinha lido o folder antes da apresentação.

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O meu delírio veio em forma de choro, lágrimas derramadas de alegria, de realização, extasiado não somente pela beleza estética, qualidade cênica, a disciplina e concentração dos alunos que o espetáculo de alto risco requer, mas por ver no palco adolescentes e jovens felizes e também com direito ao delírio. Adolescentes e jovens completamente saudáveis, criativos, inovadores. Utópicos?

Diz o texto do escritor Galeano que tive o privilégio de narrar, junto com Claudia Vilela e Rafael Guimarães e aqui agradeço pelo convite: A utopia serve para nos fazer CAMINHAR. E foi isso que aconteceu no NÃO LUGAR, caminhamos e sonhamos com os quarenta alunos sob a batuta da direção artística de Felipe Nicking e Marina Amorim. O jovem casal de diretores é uma doce revelação das artes cênicas, conseguem concretizar o imaginário, o que vivem na realidade, o singelo do Amor, aquilo que não sofreu influência, puro.

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Amar e trabalhar não é tarefa fácil e não é pra qualquer um.

No meu delírio caminhei pelo palco iluminado por Roosevelt Saavedra, por um cenário lindo, simples, feito de papel, digno dos grandes cenógrafos, também concebido por um jovem e talentoso artista, Marcus Camargo, que assina toda a programação visual e fotografia do espetáculo. Uma trilha sonora com músicas de qualidade, o requinte de um piano de calda executado pela elegante pianista Claudia Vilela Paula,o encanto dos malabares da Narrana Hadassa Borges, os artistas convidadas, o carinho e profissionalismo da equipe técnica do Teatro Sesi e documentação do amigo Neto Stival. Caminhei e encontrei o lugar onde a utopia existe.

E agora? Sensação de completude e vazio. Que bom! A Arte cumpriu com uma de suas muitas funções. Peço e rogo vida longa a todos que lá estavam naquela tarde noite do dia trinta de novembro de dois mil e quatorze que continuem a CAMINHADA para que todas as pessoas que não viram o que nós vimos, tenham a oportunidade de ver e delirar, sonhar... e que a nossa utopia continue para sempre. Amém. #Negócios