Em 2015 alguns brasileiros ilustres por seu trabalho nas mais diversas áreas de atuação, se vivos, completariam um século de existência. Mortos, devem ser homenageados, nem que seja pela lembrança de quem ainda está nesse mundo, de certa forma, usufruindo as consequências daquelas existências.

No campo artístico e cultural destacam-se Grande Otelo, nosso eterno pequeno grande ator, que encarnou, no cinema, o Macunaíma, o anti-herói que sintetizava o verdadeiro brasileiro. Ele, que tantas risadas extraiu de plateias embevecidas com os pastelões que estrelava com Oscarito, não pode ser relegado a um nome esquecido em algum panteão qualquer.

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O nome verdadeiro de Grande Otelo era Sebastião Bernardes de Souza Prata, e ele era mineiro, nascido em Uberlândia.

Outro nome que mantém até hoje referência no imaginário do país é o do cearense de Iguatu, Humberto Teixeira. Seu nome é sempre associado ao do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, devido às inúmeras parcerias cantadas pelo sanfoneiro e cantador pernambucano. A cultura nordestina foi cantada e decantada em verso, prosa e melodia nas mãos da dupla, e muito disso devemos a Humberto Teixeira e sua contínua luta pela valorização dos aspectos culturais da brasilidade que despontava no início do século passado, e em especial àqueles que mais caracterizavam o Nordeste. Humberto, o Doutor do Baião, autor do clássico Asa Branca, era compositor, poeta, advogado e político, e foi eleito deputado federal, função que aproveitou para divulgar a música brasileira.

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Mais um de grande expressão para milhares de brasileiro foi o carioca, provavelmente desconhecido, George Savalla Gomes, inesquecível, entretanto quando é chamado pelo nome artístico: Palhaço Carequinha. Em comparação com os anos 80, quando Xuxa era a preferida de dez em cada dez crianças brasileiras, Carequinha reinou absoluto na época da TV em preto-e-branco sem transmissão via satélite, nos anos 50 e 60, quando comandou por 16 anos programas na TV Tupi do Rio de Janeiro, chegando, inclusive a ser antecessor da própria Xuxa, quando apresentou seu programa nos idos anos 1980, na TV Manchete, antes da chegada da loura. Artista circense, nascido em circo, enveredou pelas ondas radiofônicas logo que o rádio tornou-se eletrodoméstico obrigatório em todas as casas. Foi para a televisão, acompanhando as mudanças tecnológicas, mas, nem por isso, abandonou o Circo, com o qual excursionava nos momentos em que não estava trabalhando nas emissoras de rádio ou TV.

Para fecharmos nossa lista de ilustres nomes, destacamos o carioca de ascendência libanesa, Antonio Houaiss, que foi um dos maiores intelectuais da #História recente do Brasil.

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Sempre ligado às letras, foi enciclopedista e autor de um dos mais respeitados dicionários da língua portuguesa, lançado em 2003. Foi importante articulador da reforma ortográfica ocorrida em 1990. Por mérito e competência foi indicado com Ministro da Cultura do governo de Itamar Franco. Antes havia sido diplomata desde 1945, porém a ditadura militar tirou-lhe da função em 1964.

Para quem gosta de datas

Humberto Teixeira faria 100 anos no dia 05 de janeiro, faleceu em outubro de 1979;

Grande Otelo, no dia 18 de outubro, e faleceu em novembro de 1993;

Carequinha, em 18 de julho, e faleceu em abril de 2006;

Antônio Houaiss, no dia 15 de outubro, e faleceu em março de 1999.

Parabéns a eles, e a nós, que tivemos as vidas transformadas por esses ilustres brasileiros. A eles nossa saudade e nossa admiração. Que nos sirvam de exemplos.