A vida da pessoa termina e suas realizações ficam. No caso dos poetas, suas poesias permanecem e ganham a eternidade. Seus admiradores decoram poemas inteiros, ou algumas partes, e ao longo da vida jamais esquecem. Esse é o maior legado que os autores deixam para seus leitores. Mas existe outra forma de perpetuar vultos ilustres, pessoas célebres, heróis e outros nomes que contribuíram de alguma forma com os lugares e os países onde nasceram e atuaram ao longo de suas vidas, que são as estátuas.

No caso de dois festejados e consagrados poetas da língua portuguesa, surge a curiosa similaridade entre o português Fernando Pessoa e o brasileiro Carlos Drummond de Andrade.

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Dois poetas amados em seus respectivos países e que, com a força e o lirismo de seus versos, conseguiram ultrapassar fronteiras e tornaram-se verdadeiras unanimidades entre aqueles que gostam da poesia.

Fernando Pessoa no Café, em Lisboa.

Umas das mais conhecidas e famosas estátuas de um poeta é do português Fernando Pessoa. Ela fica no Chiado, um dos bairros tradicionais da capital portuguesa. Feita pelo artista Lagoa Henriques, ela está na esplanada do emblemático Café "A Brasileira", que existe desde 1905. Esse ponto de Lisboa era conhecido por reunir artistas e intelectuais lisboetas e de outros países. Gente como Jorge Barras e Almada Negreiros costumavam estar por lá freqüentemente.

Porém, o mais assíduo era o próprio poeta Fernando Pessoa, que tinha uma mesa onde muitas vezes rascunhava seus poemas.

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E hoje, especialmente para as pessoas que gostam de poesia, ir à Lisboa e visitar o café "A Brasileira", onde o poeta está eternizado, é algo imperioso.

Carlos Drummond de Andrade

Aqui no Brasil, situação semelhante acontece com outro poeta, que também é uma unanimidade: Carlos Drummond de Andrade. O mineiro que fez do Rio de Janeiro sua cidade para viver e escrever, também ganhou sua estátua e justamente na Praia de Copacabana, onde o poeta costumava dar suas caminhadas, conversar com amigos e escrever seus poemas. A cidade deu destaque e eternizou seu poeta e seu amor por Copacabana, com uma obra em bronze instalada em 30 de outubro de 2002, feita pelas mãos do mineiro Leo Santana.

Copacabana e Drummond estão eternamente entrelaçados, numa comunhão que se destaca nessa que é uma das praias mais famosas do mundo. E o amor e admiração dos cariocas e turistas por Drummond ficam evidentes quando se registra que atualmente a imagem de Drummond é o segundo monumento mais visitado do Rio, ficando atrás apenas do Cristo Redentor. #Entretenimento #Literatura