A origem da palavra samba pode vir: 1) do árabe zambra ou zamba, oriunda dos mouros durante a invasão da Península Ibérica, no século VIII, palavra essa que não tem conexão com o nosso samba; 2) da língua africana quimbundo, sam=dar e ba=receber; 3) proveniente de semba=umbigada, palavra usada em Loanda, Angola ou Congo, de onde veio a maioria dos nossos negros escravos.

Muitas danças africanas com umbigadas chegaram à América Latina através dos negros, entre elas o batuque, o baião, o coco, o cateretê, a calenda, o lundu, e a dança de roda. Daí a expressão "roda de samba". No batuque, os negros dançavam em grupo, cantavam com palmas um verso seguido de um estribilho, acompanhados por instrumentos típicos.

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Sua coreografia era muito sensual, uma dança de roda cujo(a) dançarino(a) central escolhia seu(sua) sucessor(a) com uma umbigada. Por imitar o ato sexual, essa dança foi proibida por D. Manuel em Portugal, e aqui, pelos missionários, proibição essa não respeitada.

Nos meados do século XIX, o samba se tornou popular com os nomes de pagode, forró, arrasta-pé, forrobodó ou cateretê. Ao estilo do lundu, introduziu-se, além das umbigadas do semba, as pernadas da capoeira e o pandeiro, com compasso binário e ritmo sincopado. Em cada província (estado), a dança diferia na coreografia e no nome próprio: bate-baú, samba de roda, samba de chave, coco, trocada, coco de parelha, bambelô, partido-alto, jongo, caxambu, samba-lenço, tiririca, miudinho (com coreografia feminina) e, mais tarde, o samba-enredo.

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Surgem no samba baiano passos de nomes sugestivos como "corta-jaca", "separa-o-visgo", e "apanha-o-bago".

No Rio, os redutos do samba eram habitados pelos negros e mestiços: Morro da Conceição, Pedra do Sal, Praça Mauá, Praça Onze, Cidade Nova e Saúde. Na Zona Portuária, as tias baianas cultuavam o samba, fazendo surgir assim os blocos de afoxé e ranchos carnavalescos, com o uso do pandeiro, violão, chocalho, berimbau, violas e o cavaquinho. Surge o 1º samba: Pelo telefone de Donga e Mauro de Almeida, e a 1ª escola de samba: Deixa Falar. Sinhô, Pixinguinha, João da Baiana, Bide, Marçal, Ismael Silva, Nilton Bastos, Baiaco, Brancura e outros eram adeptos da marcha-rancho.

Com a modernização do samba carioca, de ritmo acelerado e picotado no Estácio, Mangueira, Salgueiro, São Carlos, Oswaldo Cruz, é a vez do samba de morro, samba de raiz ou de partido-alto, similar ao batuque angolano. A bateria é introduzida com o surdo, pandeiro, tamborim, caixas e a cuíca. Entre as grandes figuras do samba, citamos Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, João de Barro, Ataulfo Alves e a nossa inesquecível Carmem Miranda. #Entretenimento #Música