Napoleão Bonaparte havia se tornado o Imperador da França depois de um golpe que havia comandado contra a Monarquia, com o apoio da burguesia. Só que ele resolveu perpetrar-se no cargo e começou a agir de forma tão ou mais prejudicial ao povo, que a nobreza que acabava de depor.

Foram 16 anos de poderio na Europa, que se viu ameaçada pela sede de poder do general francês. Para enfraquecer a economia inglesa, fechou as vias comerciais terrestres para os produtos que se destinavam à ilha, ou aos que vinha de lá. O bloqueio econômico foi uma atitude que podemos classificar como um “tiro que saiu pela culatra”, e que acabou refletindo em nossas vidas, aqui nas Américas, toda feita de colônias europeias.

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A colônia da Inglaterra, hoje Estados Unidos, foi a primeira a ter sua economia e política fortalecida pelo aumento das transações comerciais.

Aqui no Brasil

Portugal foi ameaçado por Napoleão, que exigiu o fechamento dos portos para navios ingleses. Deu na histórica debandada da família real para o Brasil e, por isso, na constituição do primeiro e único reino ocidental: O Reino de Portugal, Brasil e Algarves, cuja capital ficou sediado na cidade do Rio de Janeiro, de onde o Rei D. João VI comandava todas as cidades e colônias ultramarinas do reino. O que resultou disso foi a declaração de independência do Brasil em 1822.

Longe dos marcos históricos particulares no Brasil e em Portugal, a ascensão e queda de Napoleão mudaram os caminhos que as populações ocidentais seguiam, com o fortalecimento da classe de comerciantes, e com o enfraquecimento e queda de diversas monarquias, dando forma à sociedade como hoje a conhecemos.

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Para conseguir apoio da burguesia que vivia insatisfeita com a nobreza, acusada de ser parasita do povo, Napoleão criou o Código Civil Napoleônico que serviu como referência para a organização de nossas vidas, pois as mudanças foram seguidas e copiadas por várias nações. Assim, ele garantiu princípios como as liberdades individual, de trabalho e de consciência; afastou a Igreja do Estado, protegeu a propriedade privada. Na época não foram considerados os direitos ao trabalho remunerado, greves, ou sindicatos, mas isso seria apenas uma questão de tempo para ser conquistado.

Como vemos, o tresloucado imperador francês teve atuação muito importante, modificando toda a estrutura social que vigia em sua época. Pena que a sede de poder tenha lhe sido mais forte que a razão e, por isso, acabou cedendo à tentação de dominar o resto da Europa, e parte da África e Ásia. Acabou atolado na sua própria ganância.

Depois de governar e exercer o poder, às vezes tirânico, Napoleão foi derrotado em guerras criadas por ele mesmo, e foi deposto do seu cargo.

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Em 1815 o mundo se renovava com a saída do imperador francês para seu exílio na ilha de Santa Helena, quase no meio do Oceano Atlântico, no sudoeste da costa africana, onde morreu seis anos depois.

O Congresso de Viena 

Por causa de sua saída do poder, a Europa teve que se reorganizar, e para isso foi instituído o Congresso de Viena, onde foi sugerido que França tivesse seu território desmembrado e entregue às Monarquias que Napoleão tentara derrubar, como o Império Rússia, o Austríaco, a Prússia e a Inglaterra.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O representante francês, o ministro Talleyrand conseguiu evitar o retalhamento de sua nação, porém algumas mudanças geográficas ocorreram, modificando o mapa europeu mais uma vez.

Isso tudo aconteceu há duzentos anos.  #História