O prédio histórico da cidade de Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, continua à espera de uma solução que garanta sua preservação. Construído em 1790, ele é um dos mais antigos do Estado e Rio Pardo, por sua vez, é uma das quatro primeiras que ganharam a condição de cidade no Rio Grande do Sul. Colonizada por imigrantes açorianos, a cidade está situada na confluência dos rios Jacuí e Pardo, distando 140 quilômetros de Porto Alegre.

Rio Pardo possui um excelente conjunto de prédios com a mais pura arquitetura colonial portuguesa. Além disso, na cidade está a Rua da Ladeira, calçada no ano de 1813 por escravos para receber a visita do Imperador Dom Pedro II.

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Igrejas suntuosas, solares, sobrados e outros prédios chamam a atenção dos visitantes.

Em meio à tudo isso, o Sobrado do Almirante destaca-se. Hoje ele está com problemas de estrutura e com infiltração de água. Em seu interior, funcionava o Museu Municipal Barão de Santo Ângelo, que permanece fechado, e seu acervo no interior do Solar corre sério risco de deterioração.

Neste Solar, dois ilustres moradores não podem deixar de ser citados. O primeiro deles, Alexandrino Faria de Alencar, almirante que por muitos anos ocupou o posto de Ministro da Marinha e celebrizou-se por ter sido o homem que modernizou nossa marinha. Talvez por este motivo a Marinha adquiriu o prédio e depois o mesmo passou a ser do município de Rio Pardo.

O outro morador ilustre foi o marinheiro João Cândido, líder da revolta da chibata, que com sua coragem ajudou a terminar com os maus tratos a que eram submetidos os marinheiros.

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João Cândido foi eternizado na música "Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composta nos anos 70, e sucesso na voz de Elis Regina.

Pois este prédio, com tanta #História e berço de dois vultos tão importantes, está passando por problemas e precisa ser socorrido. Para começar a recuperação, é necessário que seja baixado um decreto pela Prefeitura Municipal de Rio Pardo tombando o prédio como patrimônio histórico e cultural. Com isso, estará aberta a possibilidade da busca e recebimento de verbas governamentais.

O Solar do Almirante não é o único prédio a passar por esta situação, mas a comunidade da cidade gaúcha deseja que este local, que seja ser inteiramente recuperado, e o Museu Municipal voltem a funcionar plenamente, como acontece há anos.