Depois de tanto pensar como isso poderia acontecer resolveu se aventurar pelos caminho das letras. Escreveu dois livros, cada um com trinta páginas, espaços dois e meio para render, recriou histórias da carochinha, as quais acreditava ser o atalho mais fácil e que breve seria reconhecido!

Recebeu incentivos dos familiares e adorava por eles ser chamado de escritor, de seus próprios escritos era o promotor, mas nada acontecia conforme o esperado e resultava em demora o reconhecer, era desanimador!

De família era um privilegiado e teria que haver outro modo para fama e reconhecimento conquistar. O queimar de neurônios até aquele estalo lhe alertar, no "meio" se faria presente levando uma vida social constante, tinha certa classe e a tolerância familiar lhe garantia viver em gastanças.

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Assim começou a enviar e receber convites, fazendo-se presente em festas e agrupamentos.

Levava seus livros para todos mostrar, se empolgava no falar e descrevia-os como best-sellers. Como nunca havia gostado de estudar e sim de viajar, conseguiu certo aprendizado, mas não para escrever, e para isso não tem jeito. Como os livros eram por ele mesmo patrocinados, não havia revisão e nem concordância de textos. A gráfica cobrava e ele que se virasse, o problema literário era unicamente dele. Os livros eram impressos sem interessar se estava dentro dos conformes ou não, ele que fosse explicar. Livros entregues e ele, que sempre fora um exibicionista, queria para todos bem depressa apresentar, corria para as festas onde ele achava que estaria seu público leitor, vangloriava-se e quase obrigava os pobres convivas a pelo menos darem uma olhada.

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O tempo passou e nada conseguia de positivo. Foram tantos os gastos que a família já não disponibilizava o dinheiro necessário para que em festas continuasse. Mesmo assim por tempos ainda insistiu, desiludido esbravejava: Como posso conviver com uma cambada de imbecis que não reconhecem um bom escritor?

E já que seus considerados amigos seus livros não queriam ler, escolheu aqueles que em sua avaliação seriam os mais cultos e poderiam recomendá-los. Começou pelo correio a presenteá-los. Mesmo assim nenhuma resposta recebia e em caminhadas pelas ruas da cidades, vários deles encontrou atirados no lixo.

Ele que pensava milhares vender, sendo que foi nesses elogios que a gráfica caro lhe cobrou. Não havendo nenhum retorno, começou a se desesperar, porque existem coisas que vem com a nascença e de nada adianta "o que não se sabe" querer aos outros impor!

Bancou o ridículo e isso começou a lhe martelar a consciência e iguais a todos os tolos que se alimentam em insensatez e por isso mesmo não sabem lidar com certas situações, se fez de louco.

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No pátio de casa, na calada da noite, fez uma fogueira e seus livros queimou, papeis inúteis que muito dinheiro lhe custou. O que queria não se concretizou, nem famoso se tornou, conseguiu sim gastar uma fortuna, que fez com que ele e a família desprotegidos se encontrassem e agora lamentassem pelo dinheiro que ele irresponsavelmente fora jogou.

Meus amigos, vocês que pensam um dia por esse caminho se aventurar, revejam princípios e se na verdade existem no íntimo aquele qualificado dom, porque não é num simples querer de uma hora para outra que se vira escritor.

Sem contar que esse não é o melhor caminho para fama adquirir e se pensarem em escrever livros para ficar famoso, podem esquecer! Não é assim que funciona: Além do dom, precisa-se de uma dedicação exclusiva, precisa se resignar a ser um solitário, horas a ler e escrever e o principal estudar, aprender o bem falar, é o conhecer sobre as palavras que lhe levam a desenvolver um bom trabalho literário.

Lembrem-se: O escritor ao repassar palavras para o papel é como se estivesse consigo mesmo a dialogar. #Literatura