Se as suas apostas para a próxima edição do Oscar serão baseadas nas recentes premiações do Globo de Ouro, sinto lhe informar, mas você tem tudo para errar muitas delas. Isso porque, a incompatibilidade entre as escolhas da Academia de #Cinema de Hollywood (responsável pelo Oscar) com as dos críticos de cinema estrangeiros correspondentes em Hollywood (responsáveis pelo Globo de Ouro) é uma evidência que atravessou a segunda metade do século XX e continua rompendo as primeiras décadas do novo século. Justamente devido a "rixa" entre academia e críticos, é que não se deve apostar com tanta confiança nos vencedores da mais recente premiação do Globo de Ouro, realizada no último domingo, 11, em Los Angeles (EUA).

Publicidade
Publicidade

Perdedores dessa 72ª edição do evento podem ser consolados com uma bela e dourada estatueta do Oscar, no dia 22 de fevereiro.

As opiniões sobre ambos os eventos são tão divergentes quanto as suas escolhas. Há quem acuse o Globo de Ouro de ser meramente promocional. Em contrapartida, há quem ache as escolhas do Oscar meramente egocêntricas. Indiferenças à parte tratam-se das duas principais premiações do cinema norte-americano, e que, por não terem nenhum tipo de ligação, não precisam, de fato, compartilharem das mesmas escolhas. Isso, inclusive, é bom para manter a expectativa do público em torno das premiações, pois faz com que filmes como "Boyhood", maior vencedor do Globo de Ouro 2015 com três premiações (melhor filme de drama, melhor diretor e melhor atriz coadjuvante) entre na cerimônia do Oscar com chances de não levar estatuetas.

Publicidade

Assim como "Birdman", derrotado domingo passado na categoria melhor filme de comédia, tenha possibilidade de sair consagrado na cerimônia de fevereiro da Academia.

E isso vale também para atores e atrizes. Apesar de nessas categorias ser mais comum haver um consenso entre Globo de Ouro e Oscar, não significa que não possa haver diferenças nas escolhas. O favorito Michael Keaton, vencedor do Globo de Ouro de melhor ator de comédia por "Birdman", poderá ver algum dos seus concorrentes derrotados "renascer das cinzas" e lhe tirar o gostinho de levantar também o Oscar. Como também, Julianne Moore, vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz de drama, corre o risco de expor aquele sorriso amarelo quando outro nome é chamado no palco. Diretores e roteiristas correm os mesmo riscos, o que, volto a ressaltar, é bom para esse tipo de premiação cinematográfica. Se os critérios de ambas as escolhas são bastante questionáveis, ou se há uma implicância de um com o outro, o que interessa mesmo é que as surpresas, oriundas da quebra de expectativa para as escolhas, fazem valer o ditado de que, quem rir por último, nesse caso, pode mesmo, rir muito melhor. #Entretenimento