O Ministério da #Educação bateu o martelo e definiu o índice de reajuste dos salários dos professores da rede pública: 13,01%. O piso ficará em módicos R$ 1.917,78, para uma jornada de 40 horas semanais. Era o que a CNM - Confederação Nacional dos Municípios esperava, mas, apesar disso, já há quem tenha começado a 'chorar as pitangas', anunciando quebra de caixa para fazer face às despesas que aumentarão nas Prefeituras e Estados. Integrantes da Confederação já providenciaram agendamento de visita ao Ministro da Educação para solicitarem reformulação nos critérios usados para determinação do valor do Piso dos Professores, pois, segundo eles, os números alcançados são sempre bem superiores à inflação e ao crescimento das receitas dos municípios.

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Atualmente o valor é alcançado pela variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Deve haver também uma parcela de professores insatisfeita com o novo valor, que não conseguiu chegar à barreira dos dois mil reais.

Infelizmente nossa sociedade ainda vê o pagamento dos professores como uma despesa de caixa, e não como um investimento. O que ocorre com essa visão deturpada é que, quem paga, quer diminuir seu custo por achá-lo demasiado; e quem recebe quer aumentá-lo, por entender que não é suficiente. Menos mal, entretanto, que a fórmula esteja, pelo menos, por enquanto, ao lado dos professores.

Lei é para ser cumprida

Essa elevação salarial deu-se a partir da publicação da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que estabelece o cumprimento do Art.

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212 da Constituição que reza que "A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino".

A escalada de vencimentos dos professores teve um grande crescimento nos últimos seis anos, mas isso não significa que eles ganhem bem, pois o 'dobro de muito pouco, é ainda, pouco'.

Vamos ficar na torcida para que não só os salários dos professores sejam dignos de serem recebidos, mas que a carreira docente seja respeitada e reconhecida por todos. E já que o tema central desse novo governo de Dilma Roussef é valorizar a Educação, vamos torcer para que isso faça com que ela consiga entrar na História brasileira, como aquela que revolucionou a Educação no país. #Trabalho