A primeira pergunta que você deve fazer ao ir ver o novo filme do Bob Esponja é: tem como não amá-lo? E o filme parece se tratar disso, um grande amor aos personagens da trupe da Fenda do Biquíni. A história da produção acaba ficando em segundo plano quando se trata das viagens e das ações de cada um dos personagens.

A animação é carregada de piadas leves, muitas delas engraçadas e outras delas infelizes, em que o público não consegue esboçar um pequeno sorriso. Não se surpreenda se, em algum ponto, a história se tornar nonsense, mas isso deixa o filme mais divertido e interessante. No ponto do nonsense, pode surgir a pergunta sobre como aviões e águias conseguem voar no fundo do oceano. Inclusive, analisando por esse ponto, desde sempre Bob Esponja é um pouco nonsense.

Vale a pena notar também que o filme faz algumas referências como o sucesso dos super-heróis, apocalipses e uma pitada de batalha de rap, que lembra muito os vídeos da página Epic Rap Battles. Mas a grande novidade do filme é a parte em live-action, ou seja, a animação é misturada com atores. Um problema é que o trailer vende um filme nesse estilo, mas grande parte do longa é em desenho animado. O que é uma boa notícia para os fãs mais conservadores.

Porém, o live-action não traz grandes problemas para narrativa, apenas adiciona qualidades. Uma dessas qualidades é a atuação de Antonio Banderas como o Barba Burguer. Banderas parece ter se tornado de vez um ator para cair nas graças das crianças, com um jeito natural de fazer este humor infantil.

Na história do longa, que é quase a trama de um episódio comum do desenho, a fórmula do hambúrguer de siri some e resta a Bob Esponja, Patrick, Sandy, Lula Molusco, Seu Sirigueijo e até ao Plankton resgatarem o elemento que, por incrível que pareça (ou não), traz a paz para a Fenda do Biquíni.

O filme acaba não sendo recomendado apenas para as crianças. Vale a pena os adultos assistirem a esta aventura, principalmente aqueles que, quando crianças, gostavam de assistir ao desenho. Para estes, o longa pode se tornar nostálgico. #Cinema