Representantes de países emergentes (BRICS) se encontraram na conferência "Os Brics e as Universidades das Economias Emergentes" que contou com a participação de dirigentes e professores de universidades da Turquia, Índia, Hong Kong, China e África do Sul para discutirem sobre acordos de cooperação científica entre as instituições de ensino.

O Brasil estava presente com uma comitiva composta de representantes das Universidades Federais do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande de Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Unicamp, PUC do Rio e do Rio Grande do Sul, entre outras.

A Rússia organizou o evento, realizado em São Petersburgo, em dezembro do ano passado e esteve presente com quinze de suas instituições de ensino superior.

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Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o que está sendo desenvolvido por lá por meio de visitas e workshops.

O reitor da UFPE, Anísio Brasileiro, voltou da visita e mostra-se animado com as possibilidades futuras. Afirma que "trata-se de uma ação pioneira, pois possibilita a abertura de novas fronteiras do conhecimento para os países envolvidos em termos de pesquisas conjuntas".

Os principais alvos dessas negociações são fomentar ações que resultem em intercâmbio entre docentes, técnicos e alunos dos países envolvidos, implementação de programas de formação de língua russa e portuguesa, além da realização de um seminário internacional nos próximos meses para que as instituições brasileiras recebam visitantes russos e assinem convênios de cooperação.

Feito isso, o Brasil passará a compor um seleto grupo de países cuja ciência em desenvolvimento vem trazendo melhorias para as suas sociedades e, por extensão, para o resto do mundo.

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O bom dessa iniciativa é que, apoiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e pela Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), todas as universidades brasileiras poderão participar do intercâmbio, mesmo que, por enquanto, somente algumas poucas estejam envolvidas.

A ciência só tem a agradecer a ações que visam seu desenvolvimento. A humanidade sofre com retaliações políticas entre os homens, porém, quando a civilidade e o conhecimento conseguem andar lado a lado, passam por cima de intrigas comezinhas e diferenças pessoais e coletivas fazendo com que vivamos melhor.

Vamos torcer para que a distância entre esses dois países se mantenha grande somente no aspecto geográfico e que as oportunidades de cooperação se estendam para fora dos laboratórios, salas de aulas e gabinetes das administrações políticas e educacionais e alcancem todos nós. #Negócios #Educação #Inovação