Acostumados que somos com nossos ritmos e nossas festas, sequer paramos para pensar como se faz um Carnaval sem nossas músicas. Isso acontece até mesmo com nossas diferenças regionais: Já imaginou um Carnaval pernambucano sem frevo, caboclinho ou maracatu? Ou um Carnaval carioca sem o samba?

Mas o que para nós é tradição, não se encaixa noutras culturas nem tão distantes da nossa. É o caso do Carnaval, por exemplo, de Angola.

Ex-colônia portuguesa, como nós somos, Angola tem também um Carnaval como o nosso, e não poderia ser diferente, afinal ambos foram introduzidos pelos europeus colonizadores.

Luanda, cidade-irmã do Recife, que se localiza no mesmo paralelo 8 abaixo do Equador, é a capital do país, e onde ocorrem as manifestações carnavalescas de maior importância com desfiles das agremiações.

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Elas escolhem os ritmos para desfilar, entre a dizanda, a kabetula, a kazukuta e o semba.

Mesmo que não tenhamos intimidade com os nomes, certamente não estranharemos as variações instrumentais, rítmicas ou coreográficas das danças, afinal nossas raízes de matriz africana têm muitos frutos semelhantes.

Mas lá, como aqui, as apresentações não são feitas somente por amor à tradição. Existe concurso entre as agremiações e há prêmios para as mais bem classificadas.

Um som mais caribenho (como se ele não fosse africano em sua origem) nos evoca uma festa menos carnavalesca que a nossa, porém nada que nos impeça de comemorar o período de Momo, se não estivermos em nosso país.

Devemos nos informar um pouco mais sobre essas manifestações que tanto dizem respeito a nós por causa do passado que nos une.

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Da mesma forma que queremos que valorizem as nossas tradições, devemos conhecer a cultura dos outros povos e valorizar suas manifestações.

Em relação à Angola, podemos começar pelo idioma. Já estamos com a faca e o queijo na mão. O clima é semelhante, a cultura é nossa matriz. Só o oceano Atlântico que nos separa. Nada que impeça deles virem para cá, nem da gente ir para lá dançar kabetula.

Essa experiência só aumentará nossa cultura pessoal, para podermos dizer que além das tradicionais danças e ritmos brasileiros, conhecemos outras tantas mundo afora. #Entretenimento #Turismo