O bicórnio (chapéu de 'dois bicos') que pertenceu ao imperador Napoleão Bonaparte, foi vendido num leilão em Fontainebleau (Paris) por 1.884.000 euros. O evento reuniu cerca de mil itens de valor histórico que foram guardados e conservados pelo bisavô do príncipe Alberto de Mônaco.

O chapéu era o artigo mais valorizado de todo o acervo colocado à venda. O valor desta peça estava estimado entre 300 a 400 mil euros. O interesse dos compradores presentes foi o fator para que o preço fosse bem acima do previsto. A identidade do comprador, a seu pedido, não foi conhecida, sabe-se apenas que ele é da Coreia do Sul. Certamente, trata-se de um colecionador interessado em artigos históricos.

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Outros artigos foram a leilão, todos grande valor histórico,  como talheres, espada, luvas e outros. Este acervo estava sendo mantido desde a célebre batalha de Waterloo. Nesta ocasião, Napoleão enfrentou e perdeu seu último combate em 1815. Esta derrota foi o que causou seu afastamento do poder e do título de Imperador da França.

Os artigos colocados no leilão, foram mantidos em poder das tropas alemãs (do então reino da Prússia), na condição de co-vencedoras da batalha, em aliança com os ingleses.

O chapéu de Napoleão levado para arremate foi utilizado por Bonaparte na batalha de Marengo, em 1800.

Um personagem da #História

Napoleão Bonaparte foi detentor do poder na França entre 1799 e 1815. General de sucesso nas seguidas refregas militares da jovem República Francesa, Bonaparte apoderou-se do poder com um rápido golpe de estado, auto proclamando-se o Primeiro Cônsul.

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Em 1804, fez coroar-se imperador. Foi o primeiro e último chefe de estado a adotar este posto, em toda a Europa Ocidental desde Carlos Magno, no ano de 800. Suas ações militares, rápidas e eficazes, levaram as tropas francesas a adornar-se praticamente de quase toda a Europa.

A França sempre alimentou um certo culto em torno de Napoleão, seu imperador glorioso. Este sentimento nunca foi correspondido pelo resto do mundo.

Nos últimos anos, e depois das comemorações conjuntas entre França e Inglaterra dos 200 anos da batalha de Trafalgar (que se disputou entre ambas), este culto começou a mudar na França. Hoje existe um disfarçado pudor ao celebrar Napoleão, mas a admiração pelas realizações de Bonaparte como governante civil ainda é é existente entre os franceses.