O frescobol é um esporte tipicamente relaciona com a cara do Rio e Janeiro e foi de forma oficial homenageado pela prefeitura da cidade. O esporte, intensamente praticado pelos frequentadores das praias do Rio, agora é patrimônio cultural imaterial da cidade.

O Instituto Rio Patrimônio da Humanidade que vem atuando intensamente no resgate e conservações de bens imateriais da capital carioca, considerou o frescobol como elemento ligado ao estilo de vida dos habitantes da cidade, sendo ainda um elemento presente nas praias.

O presidente do instituto, Washington Fajardo, afirma que além de ser um esporte, o frescobol é uma forma de lazer e uma reunião social.

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A formalização do status de patrimônio imaterial, justamente no ano em que se comemora os 450 anos do Rio, é uma forma de contribuir para preservar o patrimônio representado pela memória cultural do povo carioca, declara o presidente do Instituto.

Outros bens imateriais englobados pelo Instituto são as marchinhas e os blocos de carnaval, Cordão da Bola Preta e Cacique de Ramos, a vasta e consagrada produção literária do escritor Machado de Assis, a festa de Iemanjá e a manifestação de religiosidade que anualmente se repete com a procissão de São Sebastião.

A história do Frescobol

O frescobol foi criado em 1945, na Praia de Copacabana, exatamente no local chamado Posto 2,5, situado entre a Rua Duvivier e o Copacabana Palace. Ao longo dessas 7 décadas as regras que possibilitam o congraçamento entre os jogadores e os banhistas não tiveram alterações.

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A partir do ano de 2009, os aficionados deste esporte não tem mais permissão para jogar na beira mar em todas as praias no horário entre as 8h e 17h. O Frescobol é jogado por dois participantes ou mais. É comum que seja praticado em espaços públicos.

Outros nomes atribuídos ao Frescobol são Matkot na língua inglesa e hebraica, e Racchettoni em italiano. As vezes ele é citado como se fosse o tênis de praia (ou beach tennis). O jogo se caracteriza por ter forte estilo cooperativo, ao contrário do tênis de praia, que é totalmente competitivo. Apesar dos vários diferencias, é curioso observar que raquetes bastante semelhantes às do Frescobol são largamente utilizadas presentemente em partidas não oficiais do tênis de praia, especialmente na Europa.