Os pólos do SAAC (Setor de Atividades Artísticas e Culturais), que funcionavam no Colégio Pedro II Realengo e no Pedro II São Cristóvão, foram encerrados, após anos e anos de funcionamento, com participação aberta aos alunos de quaisquer campi da Instituição, e à comunidade em geral.

Trabalho que envolvia profundamente todos os profissionais e alunos, educando, desenvolvendo talentos, construindo e apontando caminhos - enfim, uma via de acesso para um presente estimulante e um futuro produtivo. O SAAC foi criado em 1991, vindo de uma proposta iniciada no distante ano de 1969, tornado institucional em 1973, com o Grupo de Dança e Expressão Corporal, e finalmente, em 1982, formalizado como Divisão de Atividades Culturais e Artísticas, com oferecimento de cursos de teatro, dança, modelo e manequim, expressão corporal, com apresentações constantes dos alunos, em conjunto com outros setores de Artes e Cultura do Pedro II.

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Os cursos eram oferecidos como atividades extracurriculares, fora do horário regular de aula, ou seja, o tempo livre dos alunos era direcionado para atividades altamente - e tão somente - instrutivas, construtivas, que inclusive impulsionaram muitos talentos, que vieram a alcançar a profissionalização.  

O SAAC - Colégio Pedro II - realizava inclusive a entrega de certificados aos seus alunos, o que facilitava o ingresso dos alunos junto aos órgãos responsáveis pela profissionalização artística e cultural, os Sindicatos de Dança e Teatro. 
Através da Portaria Nº 121, de 15 de janeiro de 2015, dá-se por encerrado o trabalho artístico e cultural desenvolvido nos pólos do SAAC. 

Os pais e alunos do colégio acreditam que o propósito da extinção do projeto não pode ser outro a não ser a redução de gastos, o corte de verbas e, infelizmente, a evasão de alunos que mantinham-se ocupados - com Dança, Cultura, Teatro e Arte - para as ruas, onde certamente nada de útil poderão aprender. 

Num país em que projetos culturais são encerrados com a explicação de que há necessidade de cortar gastos, o que esperar do futuro de nossos jovens?

Fica a pergunta. #Educação