Quem gosta de ler provavelmente esbarra vez ou outra com produções da literatura hispano-americana. Seja você um apreciador dessa literatura ou alguém que deseja conhecê-la melhor, abaixo você pode conferir #Dicas de quatro #Livros assinados por autores nascidos na América Latina, com exceção do Brasil, que já tiveram suas obras lançadas em território nacional.

2666, Roberto Bolaño

Livro bastante elogiado pela crítica e autor também aclamado. 2666 pode ser considerado um monumento literário de Bolaño. Ele é bastante lido por adoradores dessa arte, ou pelo menos faz parte da lista de "vou ler algum dia" da maioria das pessoas. A obra seria lançada em cinco edições, mas em vez disso se tornou um único livro de "apenas" 900 páginas. O romance é formado por vários microcosmos narrativos e é a obra-prima do nosso tempo. Essencial para quem quer conhecer mais sobre a literatura hispano-americana.

Um, Dois e Já, Inés Bortagaray

Um leitor mais desprevenido pode imaginar que o livro se trata apenas do relato feito por uma criança sobre uma viagem familiar. Mas as simples relações que acontecem no interior do carro e pela moldura da janela mostram, após um olhar mais aprofundado, traços da ditadura do Uruguai e relações fraternas com ironia e humor. Foi o primeiro livro da autora uruguaia.

A Festa do Bode, Mario Vargas Llosa

O livro ganhou Nobel de Literatura. Precisa de mais? Ele também tem um forte apelo histórico, distribuído em favor da ficção sem deixar prevalecer o didatismo e condensações. A história de Vargas Llosa cabe na História, sem se acomodar a ela.

As Noites de Flores, César Aira

Aí está uma história em que aparentemente tudo acontece dentro da normalidade, até que o enredo se torna algo próximo do nonsense. O livro conta a história de um casal de idosos que começa a vender pizzas de porta em porta por causa da crise econômica. Tudo começa como uma história comum e cotidiana, até que uma virada brusca cria rumos inesperados.  O autor César Aira já afirmou em entrevista que seu processo criativo se resume ao improviso. Será que esse foi o motor dessa obra?