Quando um jovem de 21 anos de nome Carlos Santana foi anunciado para se apresentar em um dos três dias do Festival Woodstock, em 1969, poucas das cinco milhões de pessoas presentes sabiam sobre sua carreira. Entretanto, depois do show, era difícil não achar alguém ali que não estivesse comentando sobre Santana. E para consolidar de vez a fama, depois da surpreendente apresentação, considerada por muitos críticos de #Música como uma das melhores do evento, Santana lança aquele que seria o melhor álbum da sua carreira e o pioneiro na disseminação da música latina no mundo. Em pouco tempo, "Abraxas" não tinha conquistado apenas os Estados Unidos, país onde alcançou o primeiro lugar nas paradas, mas todo o planeta.

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O álbum foi lançado em setembro de 1970 e logo se consolidou como o disco mais inovador do ano, devido a sua eficiente combinação dos riffs de rock flower power com jazz e o swing da salsa e do mambo, tradicionais ritmos latinos. A conceituada revista americana Rolling Stone, especializada em música e na contracultura efervescente da época, colocou Carlos Santana como o grande difusor da música latina na Terra, afirmando que ele poderia fazer por essa música o mesmo que Chuck Berry fez pelo blues.

A de se ressaltar o enorme talento da banda, que junto com Santana, criaram esse disco fabuloso. Gregg Rolie assumiu o órgão e transformou "Oye Como Va" (clássico do rei do mambo Tito Puente), em um sucesso massivo radiofônico. Além disso, Rolie compôs duas músicas para o álbum, sendo os dois rocks mais pesados do disco: "Mother's Daughter" e "Hope You're Feeling Better".

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O baixista Dave Brown e o baterista Mike Shrieve formam a base para as fenomenais seções rítmicas e José Areas e Mike Carabello hipnotizam a todos com o veneno malicioso do som de suas congas e címbalos.

Nunca em nenhum momento da história do establishment do rock e da música latina, se ouviram batidas mais firmes do que as ouvidas em "Abraxas". A combinação entre freak-rock, jazz, blues-rock, salsa, mambo, psicodelismo, merengue, rumba e um pouco do que você nunca pôde imaginar, pode ser ouvido nessa obra revolucionária. Esse é o disco que você vai encontrar na matriz de qualquer árvore genealógica que fizer do rock latino, tocado atualmente em qualquer parte do mundo, mas que foi possível existir após a fusão rítmica sensacional feita há 45 anos por Carlos Santana, em seu, mais sensacional ainda, "Abraxas".