Em 1999, o cineasta alemão Wim Wenders (Paris, Texas e Asas do Desejo), lançou um documentário de tamanha importância para a #Música cubana, caribenha, latina, e, porque não, mundial. Trata-se do filme 'Buena Vista Social Club', nome que batizou toda uma geração de músicos cubanos.

O título foi herdado do clube de Havana, capital de Cuba, em que eles se apresentavam quase todas as noites. O espaço foi fechado 40 anos antes do lançamento do filme e nunca mais foi reaberto. Com o fechamento, esses músicos passaram a viver em dificuldades, alguns deles tendo que abandonar a carreira para sobreviver com outros trabalhos. Porém, eles puderam resgatar suas carreiras após o sucesso do disco e do documentário.

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Wim Wenders registrou duas apresentações do grupo em 1998. A primeira delas foi realizada em Amsterdã (capital da Holanda) e a segunda foi feita no Carnegie Hall em Nova York (Estados Unidos). Além dos shows, há também entrevistas, como as de: Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Omara Pontuondo (que já se apresentou no Brasil com a cantora Maria Bethânia), Bebo Váldez e Barbarito Torres (que também esteve no Brasil para apresentações em 2010). O filme foi aclamado pela crítica internacional e concorreu ao Oscar de melhor documentário. Dentre os prêmios recebidos, foi destaque o European Film Awards.

Todos esses importantes artistas estiveram reunidos, em 1997, pouco antes da filmagem do documentário, para a gravação de um disco, produzido pelo músico cubano Juan de Marcos Gonzalez e pelo guitarrista americano Ry Coorder, declarado admirador da música latina.

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O álbum, que também leva o nome do grupo, fez enorme sucesso, ganhando, inclusive, um Grammy, o que motivou o cineasta Wim Wenders a realizar o documentário. O sucesso do trabalho trouxe de volta as paradas latinas, norte-americanas e europeias, clássicos como: "Chan Chan", "Candela", "Dos Gardenias" "Oye", "El Carretero", dentre outros.

Dentre os ritmos que foram eternizados por essa geração, se destaca: o bolero cubano, a rumba, o mambo, o chá chá chá e, mais posteriormente, a salsa e o que passou a ser conhecido como Latin Jazz. O disco, e também o filme, até hoje colecionam novas gerações de fãs por todo mundo. E é mesmo difícil ouvir, assistir, e não se render, definitivamente, ao talento nato dessa bela turma, que dedicou suas vidas a fazer música, com muito amor, paixão, e, é claro, muita boemia.