O renomado escritor e cientista Oliver Sacks, nascido em Londres e cujo trabalho ao longo da vida tem explorado a essência do que significa estar vivo, publicou no The New York Times um artigo de opinião intitulado 'Minha Própria Vida', em que revelou estar morrendo de câncer. Oliver informou que há um mês sentia estar em boas condições de saúde, até mesmo com a saúde robusta. Disse ainda que nadava 1 milha por dia, porém, considerou que sua sorte acabou ao descobrir, há pouco tempo, que está com metástases no fígado.

Professor de neurologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque e autor de dezenas de livros e ensaios, Oliver Sacks foi descrito pelo The Times como um 'poeta da medicina contemporânea' embora, na visão de alguns críticos, ele seja mais artista do que cientista.

Publicidade
Publicidade

O escritor afirma que tem medo da morte. Discutiu a tristeza de ver amigos e entes queridos morrerem antes dele. Afirmou, também, que ao longo dos últimos dias tem sido capaz de ver a vida a partir de uma grande altitude, como uma espécie de paisagem, e com um profundo senso de conexão de todas as suas partes. Isso não significa que ele esteja acabado com a vida: complementou sua afirmação dizendo que sente-se intensamente vivo, esperando que continue a aprofundar suas amizades, para poder dar adeus para aqueles que ama.

Sacks é autor de vários livros de grande sucesso sobre as condições médicas incomuns, incluindo O homem que confundiu sua mulher com um chapéu e A Ilha do Colourblind.

Publicou, em 1973, Tempo de Despertar - baseado em seu trabalho com os doentes tratados com uma droga e que foram despertados depois de anos em um estado catatônico.

Publicidade

A versão de 1991 do filme, estrelado por atores consagrados como Robert De Niro e Robin Williams, concorreu a três Oscars, incluindo o de melhor filme.

Oliver emocionou o mundo com seu artigo. Confessou, também, que não pode fingir que esteja sem medo. Mas o sentimento predominante é de gratidão. Atribuiu este sentimento por ter amado e sido amado; ter dado muito e recebido em troca; lido e viajado, pensado e escrito. Destacou que manteve, com o mundo, uma relação especial de escritores e leitores.