Alguns artistas do estêncil, da arte urbana, ou do grafite, como se denominam, fizeram do começo da subida para o Redentor sua galeria de arte. São eles: Nata-Família, Mucho Amor, Thug, Ipngi, Ima 103, Trap Boys, CPNGO, Local, Wark da Rocinha, Luna A, Ted, Sini, Flora, PNG e Biq, entre tantos outros, de assinaturas inexistentes ou ilegíveis.

Desses grafiteiros, distinguem-se alguns, pela qualidade do trabalho, pelo tratamento dado à imagem, pela plasticidade das formas ou pelas mensagens veiculadas. Dentre eles, destacam-se o grupo Nata-Família, formado por artistas urbanos que se reuniram a partir de 2008, têm oficina em Laranjeiras e página no facebook e usam como marca registrada o estêncil de um chimpanzé de terno.

Outro grupo importante é o Thug Life Crew Grafites, também com página no facebook, nascido em Diadema, cidade do ABC paulista, composto pelos artistas Jurandir Martins, o Thug, e Edilson Andreoli, todos na faixa dos vinte anos. Esses dois artistas criaram o grupo Socidas (o contrário da palavra 'sádicos', usada por alguns grafiteiros dark da época em que começaram) e que pregam a preservação da natureza. Eles vivem do grafite e dedicam-se a campanhas institucionais, expondo em grandes cidades brasileiras, tanto nas ruas como em galerias de arte. Seu trabalho foi tão apreciado por estudiosos, que, ao serem descobertos como grafiteiros, eles foram convidados a fazer parte da exposição SPray, sobre a vida da cidade de São Paulo, organizada pelo artista Iatã Canabrava, dedicado a esse tema, com o apoio do Instituto GTECH, que apoia iniciativas ligadas à tecnologia. Outro que merece atenção é Wark, da Rocinha, que prefere a delicadeza e apresenta anjinhos em várias atitudes e posturas. Wark também tem página no facebook.

Em sua maioria, os trabalhos são frutos de desenhos elaborados e coloridos, ou com uma espécie de marca registrada. Os que se dedicam a alguma campanha, como a do salvamento do rio Carioca, que merece todo o respeito e toda a atenção, serão tratados em outra matéria.

Aqui as imagens valem mais que as palavras e o leitor pode julgar por si mesmo sobre o impacto visual dessa arte.