Em pleno século XXI, uma organização chamada Estado Islâmico repete a Inquisição, assassinando cruelmente e destruindo parte da história mundial.

Matar e destruir em nome da religião, não é novidade. O que causa espanto é que isto possa ocorrer hoje em dia. 

Com início no século XII, na França, o movimento da Igreja Católica Romana, que ficou conhecido como Santa Inquisição, julgou milhares de pessoas com o propósito de combater a heresia. A mando da Igreja, judeus e muçulmanos eram obrigados a se converter em favor de um Deus único - o Deus católico. No fim da Idade Média e começo do Renascimento, a Inquisição espalhou-se pela Espanha e Portugal, países onde havia maior número de muçulmanos, pela proximidade com o norte da África e por ter sido parte da Espanha até então dominada pelos árabes. Não se sabe o número de pessoas assassinadas, a maioria queimadas em fogueiras diante do público, mas estima-se que foram quase cinco mil.

Publicidade
Publicidade

Originário da região noroeste do Iraque e de parte do centro da Síria, o grupo terrorista denominado Estado Islâmico (EL) instituiu um califado - espécie de governo - e, em nome da religião muçulmana, sequestra, julga e mata ocidentais, entre os quais jornalistas e pessoas que prestam ajuda humanitária, além de mulheres e crianças, sob a alegação de que estariam sendo guiados por seu profeta, Maomé.

Derivado da Al-Qaeda, organização responsável pelos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, o EL é ainda mais radical e tem aspirações de dominar todo o Oriente Médio, além de se expandir pela Europa.

Utilizando-se da tecnologia disponível atualmente, o grupo divulga gravações de suas execuções, fazendo com que milhões de pessoas assistam a decapitações, chocando pela crueldade.

Publicidade

Não bastassem os assassinatos, agora começa uma nova etapa: a destruição da história. 

Saquear para vender e destruir o que não pode ser carregado, parece ser o objetivo do EI. Objetos de valor inestimável, que contam parte da história da humanidade, estão sendo sumariamente eliminados em dois sítios arqueológicos no Iraque, Nimrud e Hatra. 

A Unesco declarou que considera o ataque a Nimrud, norte da Mesopotâmia, crime de guerra. Já Hatra, cidade que foi a capital do primeiro reino árabe há mais de dois mil anos, resistiu à invasão romana em 116, mas não ao ataque terrorista islâmico.

Assassinar e destruir em nome de deus, parecia ser coisa do passado. O #Terrorismo mostra que não é. Ainda mais cruel do que a Inquisição, o Estado islâmico faz desaparecer do planeta o que serviria para contar sua história, além de eliminar sumariamente todos aqueles considerados antimuçulmanos.

Para a grande maioria e para os principais líderes muçulmanos,  atos como estes são um insulto à fé.