Nos últimos dias do Terceiro Reich, quando seu fim era iminente, os adeptos perceberam que, se não fugissem iriam para baixo com ele. Então, criaram um sistema de fuga - 'ratlines' - que encaminhou milhares de criminosos de guerra através da Espanha aos pontos oeste e sul. Instigados por simpatizantes do Terceiro Reich, muitos invadiram a América do Sul, começando uma nova vida a partir do Brasil para a Argentina.

Na Argentina é onde mitos, boatos e fatos históricos da época persistem. As histórias informam que nazistas chegaram por botes de borracha ao largo da costa da Patagônia. Outras contam que caixas com ouro nazista atingiram as praias, em seguida, desaparecendo nas montanhas dos Andes em meio ao nevoeiro.

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Também existem relatos que afirmam que o próprio Hitler encontrou uma nova vida em um idílio argentino, pacificamente instalado no sopé dos Andes com a participação de funcionários nazistas fiéis.

Algumas histórias são mais verdadeiras do que outras. O governo argentino, sob o comando de Juan Domingo Perón (que seria um simpatizante do nazismo) teria acolhido centenas, se não milhares, de nazistas.

O nazista Erich Priebke teria dito em 1991 que naqueles dias, a Argentina era uma espécie de paraíso. E é verdade que alguns dos principais operadores nazistas escaparam lá, incluindo Adolf Eichmann, o articulador do Holocausto preso em 1960 em Buenos Aires e depois executado em Israel.

De acordo com uma nova descoberta anunciada há poucos dias, parece que os nazistas estiveram instalados na selva da Argentina em um refúgio.

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Centenas de quilômetros ao norte, ao longo da fronteira com o Paraguai, ergue-se o Parque Tey ú Cuare. Um caminho de ventos para preservar a natureza, onde estão um conjunto de edifícios misteriosos, já bem maltratados pelo tempo.

De acordo com uma equipe de pesquisadores argentinos liderados por Daniel Schavelzon, da Universidade de Buenos Aires, os três edifícios foram construídos pelos nazistas. Os sinais estão por toda parte. A equipe encontrou várias moedas alemãs com datas entre 1938 e 1944. E algumas porcelanas alemãs gravadas com "Made in Germany". E o mais revelador: eles encontraram símbolos nazistas, incluindo a suástica, gravadas nos prédios.

Os pesquisadores parecem não ter dúvidas do que se trata, pois eles não encontram outra explicação de por que alguém iria construir essas estruturas. Com grande esforço e despesa, em um local que na época era totalmente inacessível, longe da comunidade local, com material que não é típico da arquitetura regional - tudo prova que ali se instalaram nazistas. #História