Sempre existirá um lugar na memória dos mais velhos que lembre a infância. Seja a casa do avô ou o parquinho perto da escola, essas pequenas lembranças ficam sempre na mente das pessoas mesmo após muitos anos. Um dos locais preferidos de um grupo de amigos cariocas era o parque temático "Terra Encantada". Localizado no número 2.800 da Avenida Ayrton Senna, o local hoje é um cenário de abandono e caos. Onde antes havia brinquedos, barracas de alimentos, uma montanha-russa gigantesca e muito mais, hoje há apenas mato alto e um silêncio imenso.

Fechada em 2010, o espaço com toda a estrutura permanece viva, enferrujando dia após dia.

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Por conta disso, um grupo de quatro amigos criou uma página no Facebook para os fãs do parque chamada de "Terre Encantada Fã". Hoje, são mais de seis mil curtidas, além da participação ativa dos seguidores. Seus criadores são: Márcio Marques, Raphael Figueiredo, Rafael Studart e Carlos Menezes. Hoje, dia 13 de abril, eles concederam uma entrevista ao jornal O Globo, em que explicam o movimento que estão montando em torno da volta do parque.

Mais do que nostálgicos, eles afirmam à publicação que o Terra Encantada "mudou nossas vidas completamente", onde passavam tardes ou dias inteiros subindo e descendo da torre do "Cabum" ou rodopiando freneticamente no "Monte Makaya", nome da montanha-russa do local.

Apelo por mais lazer

Os amigos mobilizaram-se para conhecer pessoas que tinham o mesmo desejo que eles e chegaram a criar grupos de discussão no aplicativo de conversação WhatsApp.

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Algumas pessoas chegaram a se unir para colher assinaturas para comprar o terreno. Outras até organizaram um protesto em frente ao local neste ano. Porém, longe das especulações, o que eles descobriram não foi muito motivador, mas deu força para que se organizassem da melhor maneira possível.

Segundo Studart, os brinquedos do Terra Encantada estão sendo comprados por outros parques e o terreno pela construtora Cyrela. A promessa da empresa é fazer no local um mega condomínio, como tantos outros espalhados pelo bairro nobre da Barra da Tijuca. Diante disso, eles entendem que o parque não voltará, mas clamam para que seja pensado em um projeto semelhante.

"Queremos mostrar que há um público carente de um parque de grande porte no Rio", diz ele.