Muito antes de existirem tanto o povo hebreu quanto os cristãos, esta data era celebrada no hemisfério norte, comemorando o fim do penoso inverno e o início da primavera. Desde a antiguidade, era considerada a "passagem das trevas para a luz".

Como na antiguidade não havia calendários nos moldes que conhecemos hoje, os povos guiavam suas vidas e registravam os acontecimentos com base na observação da natureza.

Conhecida como Pessach, a "Páscoa Judaica" data de mais de 4000 anos e comemora a libertação do povo judeu do Egito. Segundo a tradição, o grande patriarca Abraão vivia em Ur. Na época, várias religiões cultuavam vários deuses na região.

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Atendendo a um chamado divino, Abraão abandonou sua terra e foi para Canaã, onde fundou o primeiro povoado para aqueles que o seguiram por acreditar em um único Deus. Porém, após um grande período de estiagem e consequente falta de alimentos, foram obrigados a seguir para o Egito, onde acabaram por ser escravizados. Ao se libertarem e retornarem a Canaã, justamente no início da primavera, passaram a considerar esta como uma das datas mais importantes para seu povo.

Ainda associada ao mesmo sentido de "passagem das trevas para a luz", "da morte para a vida", os cristãos celebram a Páscoa, como o dia da ressurreição de Jesus Cristo, que teria ocorrido 3 dias após sua crucificação, na sexta-feira Santa. A data foi definida em 325 d.C, no Concílio de Nicéia, por convocação do Imperador Constantino.

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Outras semelhanças nas comemorações da Páscoa

Além da data, também nos alimentos típicos para esta celebração existem coincidências. Tanto judeus como cristãos devem jejuar anteriormente, para lembrar o sofrimento de Jesus, no caso dos católicos, e do povo hebreu, no caso dos judeus.

Um dos principais alimentos para os judeus é o Matzo, ou Matzá, um pão sem fermento que teria sido assim feito, pela pressa em fugir do Egito. Outro prato que não pode faltar no dia de Pessah é o cordeiro assado, comida típica da região.

Para os cristãos o pão simboliza o corpo de Cristo, que teria sido servido aos discípulos na última ceia (quinta-feira Santa). Já o cordeiro, representa aquele que teria sido sacrificado para redimir os pecados do rebanho, o povo. #Entretenimento #Religião