Não é novidade que a #Literatura brasileira ficou conhecida mundialmente pela sua riqueza de temas e autores que exploram de um jeito único os aspectos de nosso povo, ambiente e pensamento. Autores como Jorge Amado, Paulo Coelho e Clarice Lispector são nomes certos para quem quiser ler em outra língua textos nacionais. Coelho, por exemplo, consagrou-se com o título "Mago" e vive hoje na Espanha, abraçado e reconhecido internacionalmente por seus escritos. #Livros como "O Alquimista", "Onze minutos" e "Adultério" estão no gosto de personalidades de todo o planeta. Recentemente, foi publicado também na França o livro do brasileiro Raphael Montes, "Dias Perfeitos".

Publicidade
Publicidade

O thriller narra a história de um estudante de medicina obcecado por uma jovem de sua idade.

Sabendo disso, editores franceses durante o 35º Salão de Livros de Paris teve o Brasil como convidado. Os textos de Machado de Assis, por exemplo são os que mais fazem sucesso em nosso país e no mundo, se formos citar os clássicos. Obras como "Dom Casmurro", "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "Helena" parecem que jamais saem de moda. O evento ocorreu entre os dias 20 e 23 de março na "Cidade Luz". Os livros de nosso mestre e patrono da Academia Brasileira de Letras venderam como água no deserto durante os dias em que ocorreram o Salão, que recebeu um total de 43 autores de nossa terra.

A fundadora da Edition Métailié, Anne Marie Métailié, é uma das responsáveis por incrementar o apelo comercial por autores brasileiros na França.

Publicidade

Não é de hoje que os franceses tem uma fascinação pelo nosso país tropical. A média de estudantes universitários que embarcaram para fazer intercâmbio no último ano ultrapassou todas as expectativas das agências de viagens. Como parte atuante do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior, proporcionado pela Biblioteca Nacional, Anne acompanha o salto que demos em seu país. A França se tornou o terceiro país que mais se aproveita dessa vantagem. O número parece pequeno, mas cresce a cada ano: foram 80 livros editados em francês nos últimos quatro anos, 42 apenas no último.

Em entrevista ao jornal carioca, O Globo, ela disse como se iniciou esse processo

"Decidi começar por Machado porque era um autor muito mal editado: a única edição que havia na época datava dos anos 30, e a tradução para o francês não captava a ironia do auto. Fez sucesso logo de cara. Em seguida editei "Os sertões"", que não deu muito certo. O arcabouço de Euclides da Cunha não tem muito apelo comercial, mas não prejudicou a visão de nosso país lá fora.