Não é de hoje que o chamado Homem Branco tenta a todo custo empurrar seus ideais e suas crenças para tribos indígenas. Na história da humanidade encontramos casos lamentáveis da interferência da #Religião em culturas indígenas e em tribos escondidas. Por exemplo a tribo dos Maori na Nova Zelândia que viviam em paz até um professor inglês aparecer e começar a pregar o cristianismo entre eles. Na volta ele descobriu que a tradição Maori era de matar seus inimigos e guardar suas cabeças como trofeu. Assim começaram a surgir colecionadores de cabeças que pagavam caro por elas, então, ele voltou para a tribo que o acolheu levando armas de fogo e pedindo cabeças pra levar de volta e vender.

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E assim começou uma guerra por cabeças desenfreada que quase dizimou toda a tribo.

Aqui no Brasil, um pastor Evangélico foi denunciado por manter em cárcere numa fazendo cerca de 98 índios em regime de escravidão. Eles trabalhavam na colheita de castanhas em troca de orações e roupas velhas, comida e água. Além do crime de cárcere privado, ele vai responder por desvirtuação dos costumes da tribo, crime previsto nas leis da FUNAI, que é responsável por manter os direitos de crença e tradições das tribos indígenas em nosso país.

Não foi a primeira vez que a Igreja de Luiz Carlos Ferreira se envolve em problemas com a mesma tribo. Anos atrás, eles foram expulsos pela FUNAI perante uma decisão da justiça que os proibia de fazer qualquer tipo de culto ou ensinamento de crenças religiosos de qualquer que fosse a origem.

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Para as tradições dos índios Zoé fossem mantidas.

O esquema funcionava com o missionário levando os índios prometendo uma igreja mais forte para que suas orações fossem atendidas, e lá, trabalhavam a princípio em regime de favor aos donos da fazenda, colhendo castanhas para ele em troca de alimento e moradia. O ato foi considerado como regime de escravidão e desde então a igreja é proibida de entrar em qualquer tribo que habite o Brasil para manter preservados os costumes indígenas.