O premiado escritor uruguaio, Eduardo Galeano, autor de livros traduzidos em diversos países, morreu em um hospital de Montevidéu, onde estava internado há várias dias, lutando contra um câncer. Eduardo Hughes Galeano nasceu em Montevidéu, em 3 de setembro de 1940, onde exerceu várias atividades como narrador, ilustrador e jornalista em jornais de esquerda como 'El Sol' e 'Marcha', também foi diretor de 'Época'. Em 1973, exilou-se na Argentina, onde fundou e dirigiu a revista 'Crisis'. Também viveu na Espanha, ate retornar ao Uruguai em 1985, residindo desde então em Montevideu.

Dono de um estilo jornalístico, dotado de uma escrita objetiva e ao mesmo tempo lírica, sempre voltado a questões sociais e da #História de injustiças que marcaram os povos do continente americano, escreveu "As Veias Abertas da América Latina", livro que se tornou uma referência sociológica e política para muitos estudiosos da realidade latino-americana.

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Reeditado e traduzido em 20 idiomas, foi um livro cercado de muita polêmica, ataques e defesas apaixonadas pelo seu conteúdo de denúncia contra o colonialismo hispânico e o imperialismo norte-americano.

Escreveu um pequeno romance - 'Los dias seguientes' - e contos - 'Los fantasmas del dia de león' - em que já primava pelos voos da imaginação e pelo simbolismo. Escritor muito devotado às questões políticas, tem obras retratando a China de 1964, a Bolívia e a Guatemala. Demonstra toda sua perícia de escritor no uso de lendas, fatos e anedotas, extraídos da cultura popular, resgatando histórias de lutas, opressões e costumes dos povos latino-americanos e ibéricos.

No Brasil, tem uma longa lista de livros editados: 'De pernas pro ar', 'Dias e noites de amor e de guerra', 'Futebol ao sol e à sombra', 'O livro dos abraços', 'Trilogia Memória do Fogo: Os nascimentos' (vol.1), 'As caras e as máscaras' (vol.2) e 'O século do vento' (vol.3), 'Mulheres', 'As palavras andantes', 'O teatro do bem e do mal' e 'Vagamundo'.

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Em marco, já combalido pela doença, recebeu em sua casa a visita do presidente da Bolívia, Evo Morales. A noticia de sua morte hoje, rapidamente tomou as manchetes dos principais jornais de língua hispânica, comprovando o quanto era reconhecido.

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