A leitura é um hábito que melhora a escrita e a fala, além de levar até o leitor informações úteis e interessantes. Porém, uma pesquisa feita em 70 cidades de nove regiões metropolitanas do país, pela Fecomercio-RJ, mostra que sete em cada dez brasileiros não leram nenhum livro no ano passado. Em 2013, 35% dos entrevistados tinham lido ao menos um livro, contudo, este ano o número diminuiu.

A pesquisa também questionou os entrevistados sobre outros assuntos relacionados aos hábitos culturais. Segundo o estudo, 55% dos entrevistados não fizeram nenhuma atividade cultural, ou seja, não foram a apresentações de teatro, exposições ou ao cinema.

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Em 2013, este número era de 49% dos entrevistados. Outro número que caiu, em relação à pesquisa feita em 2013, foi o de pessoas que foram ao cinema. Ricardo Medeiros, que é ator, questiona a falta de investimentos em atividades culturais, além da falta de interesse da própria população.

No entanto, o número de pessoas que foram ao teatro dobrou, no período entre 2009 e o ano passado. Porém, o número ainda é considerado pequeno. A pesquisa mostrou que 89% não foram a nenhuma apresentação no ano passado. A estudante de biomedicina, Jade Freire, 22 anos, faz parte da minoria apontada na pesquisa. Ela foi ao cinema, teatro, leu #Livros e assistiu a vários filmes. "Acredito que em virtude do vício cada vez maior em manter-se preso as redes sociais, as pessoas tem dedicado um tempo cada vez menor a leitura de algum livro", comenta.

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A falta de hábito é uma das causas para o pouco envolvimento da população com atividades culturais. Para Daniele Souza, 26, formada em marketing, falta incentivo para a busca de atividades culturais, já que nas cidades existem várias atrações gratuitas, mas que tem pouca divulgação. "Existem inúmeras opções gratuitas para este consumo cultural", afirma.

Os pesquisadores apresentam ainda uma outra causa: a situação econômica do país. O aumento nos preços afeta também o valor dos livros e das atrações culturais, que não possuem, na maioria das vezes, preços acessíveis. A bancária, Carmelita Moura, acredita que, além dos preços, a falta de estímulo a leitura, que deve ocorrer desde cedo, é outro fator.

O hábito de leitura deve ser incentivado e acompanhado de políticas de subsídios para livros, além do melhor aproveitamento da Lei Roaunet (8.313/91).