Esta é a última de uma série de exposições da arte norueguesa em itinerância pelo Brasil. O cônsul-geral da Noruega em São Paulo, Jens Olesen, foi quem idealizou essa mostra, possibilitando a sua realização. Ele chegou até mesmo a colaborar na curadoria da exposição, sugerindo obras, entre as quais figuram algumas de grandes nomes e outras de nomes menos conhecidos.

São 21 artistas das artes gráficas norueguesas que demonstram grande riqueza de referências culturais, algumas tipicamente nórdica, e outras que procuram dialogar com a arte europeia e global. A curadora Magdalena Kotkowska fez questão de mostrar uma arte bastante diversificada, também com artistas que não são apenas gravadores. No seu cometário para o título Re-conhecimento, ela cita o compositor norueguês Arne Nordheim, que diz "A forma mais antiga de reconhecimento é lembrar-se de algo de que nunca se ouviu falar".

Segundo a curadora, "re-conhecimento refere-se por um lado ao processo criativo do artista e, por outro, à percepção do espectador, o reconhecimento e a interpretação das imagens se realizando de maneira vívida". A mostra tem o apoio da Galleri Emilie Moen, da Galleri Kunstvertket, de Marte Elizabeth Paulsse, de Elizabeth Brochmann e do Hotel Continental.

"O beijo", gravura de Edvard Munch, abre a exposição e anuncia a alta qualidade dos trabalhos.

Dentre os artistas expostos, destacam-se Hakon Bleken, com uma série de "cabeças", Kjell Nupen, com um cachorro coroado; Per Kleiva, com montanhas ao fundo e perfis ou pianos de cauda em primeiro plano; Janik Abel, com pessoas caminhando em fila indiana na neve, um homem saltando, ou um trabalho que fala de falta de esperança, dizendo textualmente que gostaria de falar de esperança, mas não pode. Além desses, aparece Randi Annie Strand, com uma águia voando, Lars Ebling, com alguns interiores, e Dolk, com mulher com tinta spray na mão, além de um figura renascentista também segurando uma lata de spray. Há também o abstracionista Janik Abel, dentre outros excelentes.

A exposição merece uma visita e pode ser vista de terça a domingo, de meio dia às 19 h, no Centro Cultural dos Correios, no Rio, até 13 de maio.