Nesta sexta-feira, 17 de abril, faz um ano que Gabo, como era carinhosamente chamado por seus amigos, morreu na Cidade do México, aos 87 anos, vítima de uma pneumonia.

A obra do colombiano Gabriel García Márquez foi mundialmente reconhecida com o Prêmio Nobel de #Literatura, em 1982.

Considerado o expoente máximo do "realismo mágico", a partir de sua obra-prima Cem Anos de Solidão foi um dos escritores latino-americanos mais lidos no "boom literário" nos anos 60 e 70 de autores da América Latina, no mundo, especialmente na Europa.

Entre suas obras literárias destacam-se Cem anos de solidão, Outono do patriarca, Amor nos tempos do cólera, Ninguém escreve ao coronel , Crônica de uma morte anunciada e sua auto-biografia Viver para contar.

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Filho de família pobre, sua infância e adolescência foi cercada de muitas dificuldades financeiras. Viveu um tempo com seus avós maternos na cidade colombiana da Aracataca, onde se deixou contagiar pelas crenças e superstições de seu povo. Muito se credita o realismo mágico de suas obras às histórias que ouvia, cheias de fantasias, assombrações e conversas com mortos.

Certa vez, confessou ao seu então amigo também escritor Mario Vargas Llosa que "não conhecia nenhuma boa literatura que fosse para exaltar valores estabelecidos".

Junto com Eduardo Galeano, falecido nesta segunda, 13, e o baiano Jorge Amado, foram os escritores que mais levaram as questões políticas e sociais de sua gente para a literatura, em obras que denunciam os massacres perpetrados contra os humildes, como o massacre de grevistas na Macondo de Cem Anos de Solidão.

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Era um escritor inconformista com sua própria obra, tanto que se cobrava para não repetir o estilo de sua obra-prima fundadora de uma escola literária. Buscava uma difícil superação de si próprio.

Uma passagem de suas memórias mostra bem seu refinado senso de humor ao contar a reação de sua mãe ao fato de ter permanecido 3 anos em Paris, ao invés das duas semanas prometidos a ela: - Gabito não engana ninguém - disse ela com um sorriso inocente -, o que acontece é que às vezes até Deus precisa fazer as semanas durarem anos. 

Até semana que vem, Gabriel García Márquez, Gabo, Gabito!