O The Who é considerado por muitos como a terceira joia da tríplice coroa do rock britânico. A banda, que chegou a rivalizar em prestígio com os Beatles e os Rolling Stones no início dos anos 70, desbancando o emblemático "Stick Fingers" - dos Stones - do primeiro lugar das paradas no Reino Unido, em 1971, promete "pendurar as chuteiras" em 2016, quando encerra a turnê "The Who Hits 50!", que terá mais de 60 apresentações só até o final deste ano, em duas pernas europeias e norte-americanas.

"Temos que ser realistas e é melhor abandonar os palcos enquanto ainda somos bons no que fazemos", disse o vocalista Roger Daltrey, de 71 anos, em entrevista à revista "Rolling Stone".

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"Está é, com certeza, nossa última volta ao mundo", assegurou ele, antes de iniciar a série de shows que comemora os 50 anos do primeiro disco da banda, "My Generation" - lançado em dezembro de 1965, na Inglaterra, e abril de 1966, nos Estados Unidos.

A verdade é que, em meio século de atividade, o The Who nunca deu, exatamente, uma volta ao mundo. Sempre que esteve na estrada, o grupo excursionou pela Grã-Bretanha e, principalmente, pelos EUA - o País de Gales, por exemplo, viu mais shows da banda do que a França. Mas enquanto há vida, há esperança, e Ásia, América Latina, além da Austrália e Nova Zelândia, podem entrar no roteiro da despedida no ano que vem.

"É claro que quando as coisas vão bem, comercialmente, uma turnê como esta pode ser estendida, mas a 'The Who Hits 50!' durará, no máximo, dois anos", afirmou Daltrey. A explicação para uma despedida com tanta pompa e circunstância pode estar na boa forma não só de Daltrey, mas também do guitarrista Pete Townshend.

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"Depois de muita testosterona, na juventude, das briga de meia idade, das drogas e de perdermos pessoas tão queridas, desenvolvemos um amor muito forte um pelo outro. Hoje, somos como irmãos", declarou o vocalista. "Também há essa coisa da performance: durante muito tempo, cantei como se fosse a primeira vez da minha vida e, hoje, canto como se fosse a última. Vejo que estamos perto da aposentadoria, mas acho que estou melhor do que nunca!", conclui.

Para os fãs de carteirinha, "The Who Hits 50!" é um verdadeiro prêmio. Ao lado dos clássicos do grupo, o repertório traz canções que, apesar de não terem feito tanto sucesso, têm muita importância na história da banda. "Nosso objetivo, ao revisitar essas músicas, é claro: queremos homenagear nosso público e retribuir o carinho que sempre tiveram conosco", comenta Daltrey. No setlist das apresentações da perna norte-americana, iniciada no dia 15 de abril, há pelo menos uma composição de cada álbum do conjunto - são 22, ao todo.

"O mais gratificante é ver avós, pais e filhos juntos. Sempre achamos que poderíamos unir as pessoas e isso é muito emocionante", afirma o vocalista. Se realmente aportar no Brasil, "The Who Hits 50!" promete uma noite inesquecível. "Você sabe: somos contratados para tocarmos durante 90 minutos, mas geralmente passamos de duas horas de apresentação", garante o músico. "Se estamos em turnê, é para divertir as pessoas", garante. #Entretenimento #Famosos #Música