Após seis anos de intensas obras e somente dois de funcionamento, a Casa Daros, um dos mais renomados espaços culturais do Rio de Janeiro, informa que terá suas atividades encerradas a partir de dezembro.

Por conta de dificuldades financeiras na compra, manutenção e restauração do casarão sediado em Botafogo, que custou em media R$ 83 milhões, Ruth Schmidheiny, bilionária suíça e colecionadora que escolheu o Rio para abrir seu centro cultural, informou que não pretende mais continuar com o #Patrocínio do projeto Coleção Daros Latinamerica.

Segundo informações, a coleção composta por 1.200 obras de 120 artistas incluindo contemporâneos brasileiros, como: Cildo Meireles, Ernesto Neto e Waltercio Caldas, ainda não tem destino definido.

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Desde sua inauguração, em 23 de março de 2013, a casa abrigou cinco grandes exposições e já recebeu 225 mil visitantes. As obras mais populares foram as de cinéticas do argentino Julie Le Parc, entre 2013 e 2014, que recebeu 56 mil, e Made in Brasil, atualmente em cartaz, com 60 obras de artistas brasileiros, como Vik Muniz, Antonio Dias e Miguel Rio Branco, e que vai até agosto.

Atualmente, a bela casa reconhecida a nível internacional e todas as suas atividades de #Arte e educação, manutenção e de exposição, são mantidas por Ruth Schmidheiny e pela bilheteria, que tem o ingresso no valor de R$ 14. A continuidade e o futuro da Casa Daros dependera de incentivos fiscais e novos patrocinadores.

Nesse pouco tempo de abertura, a Casa Daros conquistou e formou um público assíduo, através da qualidade de suas atividades educativas, de sua programação e dos ambientes expositivos.

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O que causa perplexidade para cultivadores da arte e cultura é que tantos recursos financeiros estejam sendo utilizados para grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo e Olimpíadas e o verdadeiro legado cultural, que é de suma importância para a cidade, não seja valorizado.

Inquestionavelmente, será uma perda irreparável para a cultura do Rio de Janeiro, do Brasil e do mundo. #Rio Cultura